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Homenagem à mulher gaiteira no “maior” encontro do país

Almalaguês | Depois do sucesso do ano passado, a organização do EGA voltou a passar pela Baixa de Coimbra, antes da abertura oficial e do tributo a Ana Pereira e Manuel Figueira

Vira, vira...que a festa já começou. O X Encontro de Gaiteiros de Almalaguês - EGA andou, ontem, a espalhar alegria pela Baixa de Coimbra, ainda antes da abertura oficial, que decorreu à noite, seguida das homenagens à gaiteira Ana Pereira, de Palmela, e ao gaiteiro Manuel Figueira, de Zambujal, Condeixa.
Numa edição de tributo à mulher gaiteira, damos voz a Maria Marques, de 20 anos, uma jovem, orgulhosamente, dos Gaiteiros de Bravães, de Ponte da Barca.
«Comecei a aprender a tocar gaita há dois anos...Há um festival em Ponte da Barca, eu fui e gostei. Ganhei o bichinho, agora é sempre para a frente», adiantou em declarações ao Diário de Coimbra, no final do desfile entre a Portagem e a Praça 8 de Maio, com a participação de cerca de 70 gaiteiros de vários pontos do país e também de Espanha e Escócia. Para Maria Marques é a terceira vez no EGA e o entusiasmo é crescente: «é uma sensação que não dá para explicar. É lindo, emocionante, arrepiante», sublinhou.
De Lisboa, chega Zita Florentino para participar na festa. Com ela traz a pandeireta e o desejo de dois dias de alegria, em que não vai faltar a dança tradicional galega, outra das suas paixões.
«Isto é uma loucura. Deve ser um dos maiores encontros a nível nacional», salientava ao Diário de Coimbra Silvino Tejo, do grupo Amigos do Mondego, de São João do Campo.
O bombo é o seu instrumento de eleição. «Toco “efetivo” há seis anos», referiu, acrescentando que, antes, ia tocando, «de vez em quando», «na brincadeira».
«Isto é digno de toda a gente ver e adorar. É uma loucura», rematou, já depois os cerca de 70 músicos tocarem em conjunto o tema “Grândola Vila Morena” em frente à Igreja de Santa Cruz.
No desfile entre a Portagem e a Praça 8 de Maio, o tema dominante foi o Hino da Gaita de Foles, de autoria de Joaquim Torres, da Póvoa da Lomba, Cantanhede.
Logo depois de almoço, gaiteiros de vários grupos realizaram uma arruada pela Alta e por algumas zonas da Baixa, lembrando o tema eternizado por Tonicha que diz “O gaiteiro português/Lá anda de festa em festa/E dizem as moças todas/Mas que gaita será esta?”.
Segundo explicou Assunção Ataíde, da Agência para a Promoção da Baixa de Coimbra, separados em grupos, os músicos foram calcorreando o centro histórico, levando alegria a todos com quem se foram cruzando.
«Gostamos de vir à cidade mostrar o que fazemos na aldeia, até porque temos tido apoio da Câmara Municipal e das juntas de freguesia de Coimbra e também para levar ainda mais gente a Almalaguês, que é o epicentro deste encontro», adiantou Renato Rosa, da organização do EGA

2 Escolhida Desfile Gaiteiros Na Baixa De Coimbra Fig 6

Mais de 200 gaiteiros de 30 grupos de Portugal, Galiza e da Escócia

Ontem foram cerca de 70 em festa pela Baixa da cidade. Hoje, em Almalaguês, serão «mais de 200 gaiteiros», a representar 30 grupos de Portugal, da Galiza e também um representante da Escócia, adiantou Renato Rosa, deixando o convite a todos os que se quiserem juntar ao EGA, onde não vai faltar, ao longo de todo o dia, «alegria, música e comida».
Integrado nas Festas em Honra do Mártir de São Sebastião, as primeiras horas do dia de hoje serão mesmo de arruada pela freguesia, no âmbito do peditório da comissão de festas, como
já é habitual.|

Janeiro 17, 2026 . 08:00

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