
Empresária de Coja queixa-se na Câmara da falta de apoios no pós-incêndios
A empresária cojense Carla Brito esteve na reunião da Câmara Municipal de Arganil onde manifestou o seu descontentamento pelo facto de, cinco meses após o incêndio que lavrou no concelho de Arganil, «não tenha existido qualquer acompanhamento, qualquer resposta ou qualquer demonstração de preocupação por parte do Município».
«Não sei se todas as habitações já foram recuperadas, espero sinceramente que sim, mas sei que, da minha parte, continuo sem respostas, sem apoio e sem qualquer enquadramento sobre soluções», lamentou, esclarecendo que efetuou três candidaturas, nomeadamente, ao IEFP (para o apoio à manutenção dos postos de trabalho), à Segurança Social (para isenção temporária das contribuições) e ao Turismo de Portugal (para a linha de apoio à Tesouraria) e apenas recebeu o indeferimento do IEFP.
«As minhas dificuldades já eram grandes numa situação normal. Após o incêndio tornaram-se muito mais graves, sobretudo porque Pardieiros está hoje praticamente em fim de linha, devido à interrupção da circulação na estrada que liga Pardieiros a Monte Frio», referiu a responsável por um alojamento local, situado na aldeia de Pardieiros, e por um espaço de restauração em Coja. «Não tenho hóspedes, não tenho clientes de restauração e continuo todos os dias a lutar para cumprir obrigações, pagar custos fixos e manter portas abertas», lamentou. «Não tenho conseguido. A ausência de respostas do Governo central não ajuda e a falta de colaboração e apoio dos agentes locais também não», afirmou.
Carla Brito solicitou que o executivo «disponibilize tempo para compreender a realidade concreta de quem investe, trabalha e resiste neste território, não em teoria, mas no terreno, e que colabore, seja na entrega de serviços de catering, seja no apoio à divulgação da empresa, seja inclusivamente no apoio institucional».
«Continuo disponível para dialogar e encontrar soluções que me permitam continuar de porta aberta, pronta para receber os poucos residentes e os turistas que visitam o nosso território», assegurou, sustentando que «quando não há respostas, não há previsibilidade». «E sem previsibilidade não há sustentabilidade económica, nem fixação de pessoas, nem desenvolvimento local», concluiu.
Paula Dinis, vice-presidente da Câmara de Arganil, assegurou que o Município pretende colaborar, promovendo atividades relacionadas com o turismo e natureza, por exemplo, que atraem pessoas ao concelho, no entanto, isso só será possível na Primavera, uma vez que o Inverno não é indicado para esse tipo de atividades.












