
Do Tik Tok e das bandas sonoras para as vozes de jovens coralistas
Em 2021, o tema “Wellerman” era uma das sensações do Tik Tok e, passados alguns anos, a música e a coreografia ainda estão bem presentes na memória de muitos, nomeadamente dos mais jovens. “Embalados” por esta canção, cujas origens remontam ao século XIX na Nova Zelândia e que o Tik Tok “ressuscitou” com arranjos corais, cerca de 15 jovens realizaram o primeiro ensaio do Coimbra Cantat Juvenil, o novo projeto da Associação Ecos do Passado, a decorrer no Tumo Coimbra.
Sob orientação de Leonor Barbosa de Melo, os jovens coralistas - muitos deles em estreia absoluta em coro -, em hora e meia de ensaio, já perceberam o tanto que podem aprender neste projeto que desafia rapazes e raparigas a cantar temas que todos conhecem de uma forma que, muitos deles, nem imaginavam que conseguiam.
Anita, de 17 anos, sem qualquer experiência de canto coral, terminou o ensaio com a melhor sensação possível: «foi muito interessante, melhor do que eu imaginava», adiantou ao Diário de Coimbra.
«Abriu um pouco a minha perspectiva sobre a música, que é algo que me interessa muito. Eu não sinto que canto tão bem», salientou, com a certeza de que «a técnica certa» é um dos segredos. «E eu interesso-me muito em aprender a cantar certo», completou a jovem, que não tem dúvidas de que vai continuar a fazer parte do novo coro.
Por isso, na próxima quarta-feira, às 18h30, lá estará no Tumo Coimbra para mais uma sessão de sucessos do Tik Tok ou de canções icónicas do cinema e de bandas sonoras.
No lançamento do Coimbra Cantat Juvenil, e, pelo menos, durante o atual ano letivo, a programação será dominada, precisamente, pelos projetos “Músicas Virais”, que transforma êxitos contemporâneos em versões corais, e “Músicas de Filmes”, que cruza música, imagem e também emoção.
«Claro que sempre com boa música coral, com bons arranjos», salientou Leonor Barbosa de Melo, acrescentando que, no que respeita às músicas de filmes, há também o objetivo de «envolver mais gente do Tumo, porque eles também têm essa valência e a ideia é fazer uma coisa ainda mais agregadora, envolvendo os “tumonautas”», explicou a maestrina

Ao terminar o primeiro ensaio - gratuito para quem quis experimentar -, Leonor Barbosa de Melo não escondeu a satisfação. «O primeiro ensaio tem sempre aquele momento inicial em que estamos a “partir um bocadinho a pedra” e “quebrar o gelo” entre todos», até porque «o grupo não se conhece», referiu, sustentando que o que os juntou, ao final da tarde, numa sala do Tumo, «foi o gosto pelo canto em coro». «Acho que funcionou muito bem», referiu.
Depois do sucesso do Coro Infantojuvenil da Ecos do Passado, nascido em 2022, o serviço educativo da associação dá um novo passo com a criação deste Coro Juvenil, dirigido a jovens, entre os 12 e os 18 anos.
«Pedimos compromisso», dizia a maestrina durante a atividade com os cerca de 15 participantes deste primeiro ensaio, até porque, salientou, «um coro depende do coletivo, exige regularidade».
Na aposta de metodologias criativas e participativas, o Coimbra Cantat Juvenil já é uma realidade e uma porta aberta para quem, mesmo sem qualquer experiência musical, tem vontade de participar e experimentar um grupo, salientava a associação na nota de imprensa de lançamento.
Sempre às quartas-feiras, das 18h30 às 20h00, a partir de sucessos do Tik Tok e dos filmes, Leonor Barbosa de Melo promete um repertório que vai surpreender.
«Para além do desenvolvimento de técnica vocal de forma dinâmica e acessível, o coro proporcionará experiências em palco, concertos ao vivo e projetos colaborativos, promovendo o convívio entre jovens da mesma faixa etária e o contacto com diferentes linguagens artísticas», reforça a Associação Ecos do Passado.











