
Direção do Centro Hípico está de saída
A 22 de setembro último, a Câmara de Coimbra aprovou o uso partilhado de instalações desportivas do Centro Hípico com o Comité Regional de Rugby do Centro. Com as duração inicial de 15 anos, o acordo visava «otimizar os recursos existentes e fomentar a prática desportiva no concelho».
Entre vários aspetos previstos estava a «manutenção das infraestruturas entre setembro e junho, responsabilizando-se ainda pela conservação dos espaços, eventuais intervenções de adaptação autorizadas, e pela existência de seguro de responsabilidade civil», por parte do Comité Regional de Rugby do Centro.
A utilização partilhada abrange, além do campo relvado, balneários, zonas técnicas e áreas complementares.
Ora, estes e outros aspetos do protocolo, foram conhecidos dos sócios pela comunicação social, o que motivou desagrado e levou a que fosse pedida a realização de uma assembleia geral com o intuito de saber mais detalhes deste acordo, isto porque os sócios, como explicaram ao Diário de Coimbra, «deviam ter sido ouvidos» antes da assinatura formal do protocolo.
Porém, e após o pedido da referida reunião, alguns elementos da Direção demitiram-se (presidente, vice-presidente e tesoureiro) e, desde lá, houve uma assembleia geral, mas sem a presença dos elementos demissionários. E nesse encontro, ocorrido a 29 de dezembro e que contou com meia centena de associados, foi efetuada uma votação sobre o protocolo com o Rugby. Na hora de votar 40 mostraram-se contra o protocolo e 10 abstiveram-se. Referem que em causa não está o protocolo, mas sim este ter sido assinado sem qualquer conhecimento dos associados e porque entendem que há um conjunto de aspetos que a Direção do Centro Hípico de Coimbra não salvaguardou.
Agora, e cerca de 10 meses depois de ter sido empossada, o clube encontra-se sem Direção, estando a ser dirigido por uma comissão nomeada pela Mesa da Assembleia Geral.
Os sócios, reiteram, não estão contra este e outros possíveis acordos, todavia, consideram que devem ser ouvidos para que todos os interesses sejam salvaguardados.
Mais ainda, defendem que o clube está e deve estar de portas abertas a todas as instituições e à cidade.












