O Baixo Mondego de António Mota
Janeiro 14, 2026 . 10:00
"António Mota, o eterno líder do grupo Mota-Engil, que faleceu no final do ano passado, iniciou-se nesta obra e a ela sempre lhe dedicou um carinho indescritível e tocante" | Texto de Opinião de António Jorge Lé
Os outonos e invernos agrestes, pesados e chuvosos, inundavam e causavam tragédias. O problema era antigo, já o descreviam no século XIII. Ao longo dos anos, vários planos tentavam contrariar esta calamitosa situação. Não havia nada a fazer! Há quem lembre Coimbra inundada em 1948, para citar um exemplo dos dilúvios que fustigavam de forma impiedosa os campos do Baixo Mondego. Era o rio (o Bazófias na boca carinhosa dos estudantes) que “saía arrogante”, se quisermos roubar palavras ao estudante de Coimbra Luiz Vaz de Camões. O rio, cantado pelos poetas e embrulhado na canção coimbrã, transbordava de inverno e trazia desgraça a uma zona sempre martirizada pelas cheias. A situação tinha de ser ultrapassada!
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