
Ensino profissional ganha uma nova dinâmica em Arganil
A Escola Secundária de Arganil está em processo de mudança. Decorrem as obras de requalificação da escola, o que causa alguns transtornos, mas o novo CTE Industrial 342 Nil já está a funcionar, uma vez que toda a área interior já foi requalificada e modernizada com a instalação de novos equipamentos. O novo centro de maquinação CNC com apoio de robô, sala de soldadura com aplicação robótica, equipamento didático de tratamento e controlo analítico de águas e águas residuais, laboratório didático para ensaios de transmissões mecânicas com realidade aumentada, smart factory, sala de desenho técnico e impressão 3D, laboratório de metrologia, entre outros, vem dar uma nova dinâmica a todos os processos de aprendizagem.
«Um passo de gigante», sobretudo no que toca às condições para os alunos que passam a dispor de tecnologia de ponta, essencial para a formação e preparação de técnicos em diversas variantes da mecânica e da manutenção industrial e capazes de responder às exigências da indústria contemporânea.
Júlio Marques, o professor responsável pelo CTE, está orgulhoso de todo o trabalho ali realizado, referindo que «a nova geração de máquinas, equipamentos e ferramentas que aqui se podem ver foram selecionadas com visitas a empresas alemãs, espanholas e portuguesas, visitaram-se feiras internacionais e instituições de ensino superior e outras escolas».
Já Anabela Soares, diretora do Agrupamento de Escolas de Arganil acrescentou que «também se auscultaram empresários para entender as suas necessidades, com os quais continuamos a manter uma relação de grande proximidade».
O novo centro está equipado com equipamento tecnológico que ajuda os alunos
Numa visita ao novo CTE, a equipa do Diário de Coimbra, encontrou vários alunos em contexto de formação prática, nomeadamente uma turma do 10.º, a estrear o novo CTE, mas neste caso, nas oficinas que combinam novas tecnologias com equipamentos já existentes. O professor Júlio Marques explica que «foi uma opção manter essa maquinaria, pois é fundamental que os alunos aprendam os conceitos básicos de qualquer processo.
A título de exemplo, o professor Júlio Marques, refere o torno, onde «os alunos podem trabalhar a peça, tendo em conta todos os parâmetros. É preciso saber o que é a peça, para que serve e como vai funcionar». Há aqui uma simbiose entre conhecimento teórico e prático que confere as bases para depois trabalhar já com equipamento mais avançado.
Além do torno, coabitam nas oficinas as quinadeiras, a calandra ou os furadores verticais, entre outros.
E o bulício do trabalho já se fazia ouvir, sobretudo com as rebarbadoras, «empunhadas» por alguns dos alunos a fazer a reparação do símbolo do Cinedita. Já outros dedicavam-
-se a aprendizagens mais simples, ou na ferramentaria, onde um ou outro aluno se ocupava de toda a logística para evitar a dispersão das ferramentas, outros já se aventuravam noutras máquinas.
Coube a Tomás Oliveira, aluno do 12.º ano que, juntamente com os colegas da turma, foram parte ativa em todo o processo de requalificação do bloco oficinal, mostrar uma das áreas mais inovadoras do CTE, dedicado à soldadura, com os equipamentos de soldadura virtual, ou mesmo no centro de maquinação CNC.

Centro Tecnológico Especializado de Arganil aberto ao tecido industrial
O Centro Tecnológico Especializado (CTE) Industrial 342 Nil ficou concluído em março de 2025 e «é motivo de grande orgulho» para toda a equipa do Agrupamento de Escolas de Arganil, desde a direção, aos professores, aos alunos e à própria comunidade. De acordo como uma nota do Agrupamento «o CTE representa a capacidade de trazer inovação ao trabalho que tem vindo a ser feito nos últimos 55 anos, na formação e preparação de técnicos em diversas variantes da mecânica e da manutenção industrial».
O ensino profissional em Arganil é uma tradição, «muito bem sucedida, pois desde sempre tem sido a resposta às necessidades das empresas da região», com empregabilidade a 100%, em todos os cursos. No caso da Manutenção Industrial, «há sempre uma grande procura de técnicos», refere Anabela Soares, diretora do Agrupamento, que realça a relação de grande proximidade com o tecido empresarial.
Nesse sentido, vai ser estabelecido um protocolo de colaboração, no sentido de garantir a sustentabilidade do CTE. Isto é, tendo em conta a capacidade instalada no CTE, nomeadamente o centro de maquinação CNC de última geração, faz sentido que as empresas possam usufruir do equipamento, além de abrir portas à formação contínua dos quadros das empresas.













