A ditadura das percentagens
Janeiro 14, 2026 . 14:00
"Ignorá-las seria uma irresponsabilidade. Segui-las servilmente, no entanto, é uma abdicação. É renunciar à essência da liderança, que é enformar a opinião pública, e não apenas espelhá-la" | Texto de Opinião de Gil Baptista Ferreira
A cada eleição, o cenário repete-se: uma enxurrada de sondagens ocupa as manchetes, os noticiários e as conversas de café. Os números são dissecados, as tendências são traçadas e o pulso da nação parece bater ao ritmo das subidas e descidas nas intenções de voto. Esta omnipresença levanta uma questão fundamental, tão antiga como os próprios media: as sondagens refletem a vontade pública ou, pelo contrário, são elas que a criam e moldam?
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