
Filarmónica Quiaense distingue músicos em dia de aniversário
Fundada em 1869 e integrada na Casa do Povo de Quiaios desde 1977, a Filarmónica Quiaense assinalou ontem à tarde o seu 157º aniversário. Uma efeméride que ficou marcada pela integração na filarmónica de três novos elementos, com cerca de 12 anos, e com um desses jovens músicos, o Miguel, a ter o privilégio de entregar ao seu tio-avô Lino Melandra a medalha de 50 anos de dedicação àquela banda. De realçar que foram ainda entregues emblemas aos músicos que, neste ano letivo 2025/2026, ingressaram no Ensino Superior.
Atualmente dirigida pelo maestro António José Loureiro Jesus, a Filarmónica Quiaense é composta por 57 elementos, tendo uma agenda bastante preenchida a nível nacional e com uma dinâmica própria. O que leva Augusto Marques, presidente da Casa do Povo de Quiaios, a fazer um “balanço extremamente positivo” da atividade da banda. “O ano que agora terminou foi, de facto, muito bom, portanto, espero que o próximo seja ainda melhor”, referiu o dirigente, em declarações ao Diário de Coimbra.
Aliás, o que se segue já augura um bom presságio para a atividade da Filarmónica Quiaense para 2026, sobretudo, ao nível da formação. Isto porque, entre fevereiro e maio, vão ser dinamizados três workshops diferentes. O primeiro é de improvisação e está agendado para 7 de fevereiro. Entretanto, para além das atuações da banda que acontecem habitualmente com uma frequência quinzenal, refira-se que a Filarmónica Quiaense oferece uma formação musical que inclui aulas individuais, solfejo, classe de conjunto e audições para diversos instrumentos. São eles clarinete, trompete, flauta, percussão, bateria, saxofone, tuba, bombardino, trombone, trompa, piano, guitarra e guitarra elétrica.
Esta dimensão instrumental obriga, de acordo com Augusto Marques, a um investimento constante. “Apesar de termos feito um esforço muito grande nos últimos anos em renovar os instrumentos, esta é uma das nossas carências, porque todos os anos é preciso adquirir instrumentos para a escola de música”, revelou o dirigente.
Porém, esta não é a única necessidade da banda. “A outra carência, que é própria da idade das pessoas, é o fardamento. Ou seja, todos os anos temos que arranjar fardamentos novos para os elementos mais jovens, pois os do ano passado já não servem. Podemos dizer que fardamentos e instrumentos são uma constante do nosso investimento”, evidenciou ainda o presidente da Casa do Povo de Quiaios ao nosso jornal, à margem da sessão solene comemorativa do 157º aniversário da Filarmónica Quiaense.
No entanto, as celebrações da efeméride não terminaram ontem. No próximo sábado, a partir das 15h00, a banda vai sair à rua na freguesia para cumprimentar os novos músicos nas suas localidades e no dia 22, domingo, será levada a efeito a oitava edição de «Um Dia em Quiaios». A iniciativa, que “já é obrigatória” no âmbito das comemorações do aniversário da filarmónica, traduz-se num concerto que, este ano, contará com a participação do maestro e compositor Carlos Amarelinho. O evento tem início às 15h30, na sede da Casa do Povo, com entrada gratuita.











