
Música enche Ceira de harmonia para celebrar centenário
É, sem dúvida, um marco na história da Banda Filarmónica da Associação Recreativa e Musical de Ceira (A.R.M.C.). Não é todos os dias que se celebram 100 anos de existência e de trabalho que glorifica a comunidade e a música, dentro e fora de portas. A festa decorre hoje, e passa por vários locais da freguesia de Ceira.
De modo a dar um “arranque” matutino à comemoração, o primeiro momento dá-se pelas 8h30, com o hastear das bandeiras, seguido de uma visita ao cemitério local para homenagear os músicos da banda que já faleceram.
Em continuidade à visita solene, segue-se uma missa dominical levada a cabo pelo bispo de Coimbra, Virgílio Antunes, e um «pequeno concerto» à porta da igreja a que se sucede um desfile até ao Santo Cristo.
Pelas 13h00, já com muita música à mistura, haverá um almoço na sede da A.R.M.C., que precede a sessão solene e apresentação do programa de comemorações do centenário, que se divide em várias atividades ao longo do ano. Ás 16h00 termina a festa com um concerto completo da banda filarmónica.
Décadas de construção
A A.R.M.C. tem uma história vasta, que começou a 6 de janeiro de 1926, como Grupo Musical de Ceira e por iniciativa do padre Almeida Campos.
No início, apenas contava com músicos locais e apenas servia o propósito de «abrilhantar os festejos religiosos».
Com o avançar dos anos, a associação ganhou novas missões, de nível social e cultural, passando a prestar apoio aos mais necessitados da comunidade.
Com vários destaques ao longo deste centenário, o relevo maior passa, inevitavelmente, pelo «louvor atribuído pela Confraria da Rainha Santa Isabel», como acompanhante do andor, e a participação, como membro fundador, da Federação de Filarmónicas do Distrito de Coimbra.
Pelo trabalho realizado até então, e em ocasião dos seus 75 anos (em 2001), foi-lhe atribuída a Medalha de Mérito Cultural pela Câmara Municipal de Coimbra.
Ao longo dos anos tem, ainda, acumulado atuações em todos os “cantos” do país, incluindo ilhas, e fora de portas, por exemplo em França (2006). Esta é uma das marcas que caracteriza a preservação da cultura pela filarmónica.











