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Obras em USF do Paião poderão não se concretizar

Construção de unidades de Saúde de Bom Sucesso e Paião e requalificação do edifício de São Julião em risco.

Em fevereiro de 2025, o Município da Figueira da Foz avançava que iria investir quase 2,5 milhões de euros, acrescidos de IVA, na construção de duas novas Unidades de Saúde Familiares (USF), designadamente, uma a norte e outra a sul do concelho. O projeto de execução e abertura do concurso público das unidades de Bom Sucesso e do Paião foi aprovado, por unanimidade, em reunião de câmara, com o investimento a ser totalmente suportado pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR).

Quase um ano depois, a vereadora Olga Brás revelou ao executivo, durante a reunião do executivo, a «preocupação» que manifestou à ministra da Saúde - à margem da visita de Ana Paula Martins ao Hospital Distrital da Figueira da Foz na passada segunda-feira - quanto à execução destas duas novas USF que ainda não começaram, às quais se junta também a requalificação da unidade de saúde de São Julião.

«Já foram quatro vezes submetidas a empreitada, apesar de estes investimentos já terem sido alvo de uma primeira prorrogação. Os valores dos empreiteiros, no conjunto destas três unidades, face ao preço base, são acrescidos em cerca de um milhão e 600 mil euros. O que é facto é que face aos contratos de financiamento que estão assinados, ainda assim faltam cerca de dois milhões de euros para que nós possamos avançar com os preços que são praticados agora. Estamos a falar de três mil a 3.400 euros o metro quadrado», explicou a vereadora.

Com o prazo para a conclusão de obras e metas do PRR agendado até 31 de agosto de 2026, Olga Brás comentou que a ministra da Saúde lhe deu nota que, este mês, irá contactar com as ULS explicando que «há projetos que são passíveis de não serem executados».

«A vereadora sabe a minha posição quanto à proliferação de centros de Saúde, tendo em conta os recursos disponíveis que temos», respondeu Pedro Santana Lopes a Olga Brás. Não obstante, o presidente da Câmara Municipal disse que vai ver o que é possível fazer, tendo em conta que é a autarquia que está «mandatada para encontrar soluções» e comentou que «é bom não esquecer o que foi a pressa dos executivos e a pressão para a execução do PRR».

«Criámos expetativas no concelho nesse conjunto de USF e verificamos que essas expectativas estão sem resposta, o que é preocupante», criticou, por sua vez, Rui Carvalheiro. O vereador do PS pediu que, «após este período conturbado, como são todos os períodos eleitorais, que haja lucidez para dar uma resposta às populações».

 

Janeiro 10, 2026 . 09:02

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