
Região de Coimbra já “navega” com bandeira das Estações Náuticas
A cerimónia de certificação e entrega da bandeira da Estação Náutica da Região de Coimbra decorreu ontem na Praia Fluvial do Vimieiro, em Penacova. O projeto organiza-se em três polos estratégicos — Costa Atlântica, Pinhal Interior e Aguieira-Mondego — envolvendo todos os municípios do território, a Entidade Regional de Turismo Centro de Portugal e mais de uma centena de parceiros, entre operadores turísticos, escolas, associações, entidades públicas e privadas e terá uma governança polinucleada, com o município da Figueira da Foz a coordenar o polo da Costa Atlântica, Mortágua a coordenar o polo Mondego–Aguieira, e a Pampilhosa da Serra o polo do Pinhal Interior.
Com esta certificação, a Região de Coimbra passa a integrar, formalmente, uma rede nacional que promove a cooperação entre os diferentes “stakeholders”, dinamiza a criação de produtos turísticos qualificados e diversificados ligados ao setor náutico, reforça a promoção do destino em mercados nacionais e internacionais, potencia a atratividade territorial através da ligação entre turismo, cultura, gastronomia e desporto.
A Estação Náutica da Região de Coimbra disponibiliza uma ampla variedade de experiências, que vão da canoagem, do surf e passeios de barco a percursos pedestres ribeirinhos e observação da natureza, tanto em ambiente marítimo como fluvial. Trata-se, desta forma, de uma oportunidade para residentes e visitantes explorarem um território autêntico, sustentável e em contacto direto com os seus recursos naturais.
"Reflexo da cooperação dos 19 municípios”
Para Helena Teodósio, a certificação da Estação Náutica da Região de Coimbra é um «momento histórico» para o território. «Não estamos apenas a receber um selo de qualidade, mas a afirmar a nossa identidade como o maior e mais diversificado destino náutico de Portugal. Esta conquista é o reflexo da ambição e cooperação dos 19 municípios e é esta escala regional, que une o rio ao mar, que nos torna únicos», sublinhou a presidente da Comunidade Intermunicipal da Região de Coimbra (CIM-RC).
Na sua intervenção, Jorge Brito destacou que o «elemento água une todo o território», sendo importante referir «que a água e os recursos hídricos fazem parte da identidade territorial». «Fazem parte dessa força motriz daquilo que é a nossa economia regional e estão extremamente ligados àquilo que é o DNA do nosso território e das nossas gentes», vincou o secretário executivo da CIM-RC, pelo que a certificação da Estação Náutica da Região de Coimbra é «uma ferramenta essencial para a criação e dinamização da indústria turística do território» e «um meio de valorização do património natural».
«A governança desta Estação Náutica será feita com três polos. O polo da Costa Atlântica, que englobará os municípios de Cantanhede, Figueira da Foz e Mira; o polo Mondego-Aguieira, que junta Coimbra, Condeixa, Mealhada, Montemor-o-Velho, Mortágua, Penacova, Soure e Tábua, e o polo do Pinhal do Interior, com Arganil, Góis, Lousã, Miranda do Corvo, Penela, Oliveira do Hospital, Pampilhosa da Serra e Vila Nova de Poiares», explicou o responsável.
«Sempre vi a rede de estações náuticas como mais do que uma lista de atividades turísticas. É, acima de tudo, uma plataforma que nos convida a uma reconexão com a dimensão náutica dos territórios e a identidade marítima portuguesa», destacou o secretário de Estado das Pescas e do Mar.
«Por isso, é que temos estações náuticas no mar, mas também estações náuticas no interior, porque esta relação reforça a natureza, o património e a cultura», precisou Salvador Malheiro.












