O futuro da neuropsicologia clínica em Portugal
Janeiro 8, 2026 . 12:00
"Avaliar um doente neurológico não é perguntar “onde dói”. É perguntar “onde falha”. | Texto de Opinião de Alexandre Bogalho
Há profissões que se exercem de pé, outras sentadas. A neuropsicologia exerce-se inclinada. Inclinada sobre a mesa, sobre os protocolos de avaliação, sobre o silêncio do doente quando a palavra já não vem. Trabalhar com o cérebro humano é aceitar que aquilo que mais conta — a memória, a atenção, a capacidade de decidir — raramente aparece nos exames de imagem.
O futuro da neuropsicologia clínica em Portugal joga-se precisamente aí: na capacidade de explicar que o funcionamento cognitivo não se mede apenas em lesões visíveis, mas em perdas subtis que mudam vidas inteiras.
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