
Ministra garante que Governo trabalha para “encontrar soluções” para os problemas na Saúde
A ministra da Saúde admitiu a falta de recursos humanos e de estruturas de retaguarda para os utentes que já não deveriam estar internados nos hospitais do Serviço Nacional de Saúde (SNS). «É verdade que nós temos falta de médicos, de enfermeiros e de outras profissões. Também temos falta de camas hospitalares. Temos ainda um problema adicional, que existe há bastantes anos, que é termos internamentos que são inadequados. Com isto quero dizer que temos pessoas que devem ter alta clínica, mas que permanecem nos hospitais, porque não têm um espaço em lares ou na rede de cuidados continuados», afirmou Ana Paula Martins, à margem de uma visita realizada ontem de manhã no Hospital Distrital da Figueira da Foz.
A governante justificava, assim, os tempos de espera que se têm verificado nos serviços de urgência, sobretudo em Lisboa e Vale do Tejo. Por outro lado, argumentou que esta semana apresenta uma «situação muito crítica», tendo em conta o final das festas, das férias e das tolerâncias de ponto. «Nós estamos ainda no meio de uma epidemia de gripe que tem características diferentes do ano passado, que foi um inverno mais suave. Não sabemos se já atingimos o pico. Só saberemos daqui a mais alguns dias, se começarmos a ver o número de infeções, através da rede Sentinela, a baixar», explicou. Não obstante, Ana Paula Martins garantiu que os profissionais de Saúde «têm estado muitíssimo à altura», apesar do «inverno difícil», e que o Governo está a «trabalhar para encontrar soluções» que possam transformar o SNS.
Ministra disse que a substituição de administradores das ULS é “irreversível” e que o Governo irá avançar com a mudança “nos próximos dias”
Entretanto, questionada pela comunicação social quanto ao término de 10 conselhos de administração de Unidades Locais de Saúde (ULS) do país a dia 31 de dezembro de 2025, a ministra disse apenas que a decisão era «irreversível» e não quis avançar com qualquer informação sobre a ULS de Coimbra. Também não quis tecer comentários sobre se a atual direção da ULS do Baixo Mondego irá ter continuidade até ao final do seu mandato (dezembro de 2026). «Não vim hoje [ontem] para falar com este Conselho de Administração sobre mudanças. Não é tema neste momento. Conheci uma série de projetos que não conhecia e estou muito contente. Estou esperançosa que estes projetos vejam a luz do dia», frisou a ministra da Saúde.
Por sua vez, a presidente do Conselho de Administração da Unidade Local de Saúde do Baixo Mondego asseverou aos jornalistas que ela e a sua equipa estão «tranquilos» quanto a este assunto. «Estamos a desenvolver o nosso trabalho. Estamos certos que vamos servir bem a nossa população com um conjunto de projetos que achamos determinantes para aquilo que é o sucesso desta instituição», sublinhou Ana Raquel Santos.











