
Marques Mendes promete ser “isento e imparcial”
O candidato presidencial Luís Marques Mendes respondeu ontem às críticas sobre a presença do líder do PSD e primeiro-ministro, Luís Montenegro, num almoço da sua campanha, considerando que se tratou de «um ato de coerência e de força». «Vi aí várias opiniões, incluindo de candidatos, meus adversários, a dizerem que é um ato de fraqueza o primeiro-ministro ter participado ontem num ato da minha campanha eleitoral. Eu devo dizer que penso exatamente o contrário, a participação de Luís Montenegro na minha campanha eleitoral não é um ato de fraqueza, é um ato de coerência e é um ato de força», defendeu.
Discursando num almoço com apoiantes em Coimbra, na campanha para as presidenciais de 18 de janeiro, Luís Marques Mendes considerou que «a coisa mais normal do mundo em democracia é que um líder político participe numa campanha política e numa campanha presidencial». «E para aqueles que passam a vida a invocar Sá Carneiro a torto e a direito, com razão ou sem ela, vale a pena recordar que Sá Carneiro morreu a participar numa campanha presidencial e a apoiar um candidato presidencial», referiu.
Neste almoço, que decorreu na Instituição Particular de Solidariedade Social Casa dos Pobres, Luís Marques Mendes procurou também voltar a contrariar as acusações de que é o candidato do Governo, alegando que é «muito independente» e indicando que quer «ser um Presidente da República isento e imparcial». «Porque é isso que manda a nossa tradição política, é isso que determina a nossa Constituição, é isso que os portugueses querem, sejam eles mais à esquerda ou mais à direita, e porque essa é também a minha maneira de ser e não vai ser aos 68 anos de idade que me vou descaracterizar», salientou.
O candidato a Presidente da República insistiu também num apelo ao voto útil, avisando que «uma grande dispersão de votos na área do centro não é bom para a democracia», e «só favorece o populismo e o experimentalismo». «A concentração de votos é neste momento a questão essencial para tornar um voto verdadeiramente útil, necessário e eficaz”, advogou.
Antes, o mandatário distrital João Nuno Calvão da Silva defendeu a concentração de votos em Marques Mendes pela sua integridade, sensibilidade social e experiência política. «É o candidato que o Presidente da República Cavaco Silva enquanto primeiro-ministro escolheu para servir em múltiplas pastas e é o candidato que o Presidente Marcelo Rebelo de Sousa escolheu para líder parlamentar e não prescinde de ouvir como conselheiro de Estado», disse o vice-reitor da Universidade de Coimbra. No almoço, marcou presença o antigo autarca de Coimbra, bem como os atuais presidentes de Câmara de Mira e Cantanhede e o reitor da Universidade de Coimbra, Amílcar Falcão.












