
Militares da GNR salvam cachorro atropelado em Larçã
O reconhecimento surge por parte da Patudos – Associação de Proteção Animal e é divulgado como «um exemplo de humanidade que salvou uma vida».
No sábado passado, um cão com menos de um ano de idade foi atropelado na Rua da Laranjeira, em Larçã, na União de Freguesias Botão e Souselas, ficando gravemente ferido e quem o salvou foram dois militares da Guarda Nacional Republicana (GNR), que «se recusaram a virar a cara», conta Olga Ruth, presidente da Patudos.
Os heróis são o guarda principal Moura Santos e o guarda Gonçalves, que, perante a recusa de quem atropelou o animal e o desconhecimento a quem pertenceria o Tejo – nome que, entretanto, lhe deram – agilizaram o processo para que o canídeo fosse transportado, rapidamente, para uma clínica.
«O cão Tejo foi vítima de um atropelamento gravíssimo, apresentando traumatismo craniano, olho deslocado, fratura da bacia e bexiga rebentada, encontrando-se atualmente internado e sujeito a cirurgia de emergência, com prognóstico reservado», salienta a administração dos Patudos, elogiando a forma como os dois militares da GNR agiram perante o acidente.
«Foram persistentes, incansáveis e humanos: ligaram para diversas entidades, procuraram soluções quando ninguém atendia e garantiram que o Tejo chegasse a tempo a uma clínica veterinária, salvando-lhe a vida. Este gesto merece ser conhecido e reconhecido publicamente. Num tempo em que tantas histórias terminam na indiferença, esta é uma prova clara de que quando há vontade, empatia e ação, vidas são salvas», salienta a associação.
O animal encontra-se internado na clínica Requinte Selvagem, para onde a Patudos indicou o transporte e entidade com quem mantém protocolo. O Tejo, como adiantou Olga Ruth, terá cerca de sete/oito meses, não tem chip e, na altura em que foi atropelado «teria fugido» assustado com foguetes, segundo relatos de vizinhos que se deslocaram ao local do acidente.
A Patudos – Associação de Proteção Animal solicita a quem possa reconhecer o animal para entrar em contacto, até porque há procedimentos legais em causa. Acrescenta ainda que, «para além do reconhecimento institucional» aos dois militares que salvaram o animal, «a divulgação é também essencial para mobilizar apoio da sociedade civil, uma vez que os custos da cirurgia, internamento e cuidados intensivos são elevados e estão a ser suportados por uma associação de proteção animal».
Quem desejar ajudar, pode fazê-lo para o NIB 003300004551574106905, paypal ([email protected]) ou MBWay (910170715).











