
ERSUC lança concurso de 6,4 ME para selar aterro de Taboeira em Aveiro
A ERSUC - Resíduos Sólidos do Centro vai avançar com a selagem definitiva e requalificação paisagística do aterro sanitário de Taboeira, em Aveiro, que cessou a atividade de deposição de resíduos há mais de 10 anos.
Segundo o anúncio publicado hoje em Diário da República, o procedimento tem o valor base de 6.464.000 euros e um prazo de execução de 600 dias. O Aterro Sanitário de Taboeira, classificado como "aterro de resíduos não perigosos", iniciou a sua exploração em 1998 e cessou atividade de deposição de resíduos em 2012, mas o processo de selagem nunca foi concluído.
Além das três células de deposição de resíduos urbanos, que abrangem cerca de 16 hectares, o aterro gerido pela ERSUC, do grupo Mota Engil, inclui uma estação de Tratamento de Águas Lixiviantes e um centro de valorização energética do biogás.
De acordo com a memória descritiva do projeto, o objetivo da ERSUC centra-se no encerramento definitivo das células de deposição de resíduos urbanos, que atingiram a sua capacidade, sendo que parte das zonas de deposição foram sendo impermeabilizadas superiormente e, algumas zonas, foram ainda cobertas com terras.
A selagem imediata, completa e devidamente cuidada deste aterro era uma exigência da câmara municipal que voltou a insistir na reivindicação após um incêndio florestal em setembro de 2024 ter destruído parte da geomembrana que cobre o aterro e danificado os poços e condutas superficiais do sistema de extração de biogás.
Para além do aterro de Taboeira, o município conta atualmente com a Unidade de Tratamento Mecânico-Biológico (UTMB) e aterro sanitário associado, na freguesia de Eirol, que recebe atualmente os resíduos de vários municípios da região e que está perto de esgotar a sua capacidade.
Em março de 2025, a Câmara manifestou-se contra a eventual expansão deste aterro, pretendida pela ERSUC, com a abertura de uma terceira célula até junho de 2028.
Na altura, o então presidente da câmara, Ribau Esteves, defendeu ser tempo de começar a pensar numa nova solução técnica, que, na sua opinião deveria ser a incineração, noutra localização da região Centro.











