
Cruz Vermelha abre portas do centro de convívio em 2026
Há cerca de dois anos que a delegação da Cruz Vermelha Portuguesa (CVP) na Figueira da Foz pretende abrir nas suas instalações um centro de convívio. Há muito que o espaço está pronto a funcionar, no entanto, a demora para abrir as portas à comunidade deveu-se a burocracias. Isto porque, a licença de utilização dada inicialmente à instituição era “genérica” e, com a alteração na legislação, agora é necessário dispor de um alvará “específico” para a prestação de apoio social. Este entrave parece, finalmente, estar ultrapassado, como avançou Francisco Leitão ao nosso jornal, mostrando-se satisfeito pela concretização de mais um dos muitos projetos para levar a efeito durante este novo ano.
«Estamos a recuperar a cozinha e os balneários do centro comunitário, um projeto que conseguimos fazer através do PRR. Também queremos ver se conseguimos fazer uma mudança para poupar energia, pois o edifício na Figueira é muito exigente. Além disso, estamos à espera da chegada de duas viaturas novas, nomeadamente, duas ambulâncias», adiantou ainda o presidente da direção em relação aos projetos da instituição para o centro da cidade.
Além de prestar serviço na área de socorro e de transporte de utentes, a Cruz Vermelha na Figueira tem uma casa de apoio a vítimas de violência doméstica, uma casa de acolhimento para refugiados, refeitório social, centro comunitário, lavandaria e balneário sociais, loja social e serviço de doação de roupas, bem como serviço de cabeleireiro (numa parceria com o INTEP).
Não obstante, os projetos não se limitam à zona urbana da cidade, pois o responsável garantiu que as extensões da CVP nas freguesias de Borda do Campo, Carvalhais de Lavos e de Quiaios «não estão esquecidas». Aliás, ainda recentemente foi inaugurada a loja social da Cruz Vermelha em Borda do Campo, estando a funcionar às quartas-feiras, entre as 14h00 e as 17h00. Refira-se que este espaço, para além da venda de roupa de criança e de adulto a preços irrisórios, terá ainda disponível um técnico para a realização de rastreios gratuitos de saúde, focados principalmente em doenças cardiovasculares, tais como medição de tensão, glicemia e colesterol, com o intuito de se identificarem riscos.
«Em Quiaios ficámos sem o espaço que tínhamos, porque acabou o contrato com a Junta de Freguesia. Estamos a fazer esforços no sentido de tentar recuperar a ligação mais institucional, para lá conseguirmos fazer alguma coisa, nomeadamente, a nível de transportes, que é mais exigente do que a nível social», explicou.
Já em relação à extensão da CVP em Carvalhais de Lavos, o responsável indicou que os «veículos de socorro pernoitam lá para sempre que for necessário intervir», além de se estarem a dinamizar semanalmente atividades, tais como yoga, para a população local. «Há várias ideias que estamos a avaliar. Também queremos criar um polo para as pessoas. Se a população se reunir, nós conseguimos identificar apoios necessários para elas, nomeadamente, a nível de psicologia», referiu o dirigente.
CVP faz “balanço positivo” do atendimento psicológico
Quase a completar um ano desde a abertura do Centro de Atendimento Psicológico, dirigido sobretudo às famílias de doentes oncológicos, o presidente da Cruz Vermelha na Figueira da Foz faz um «balanço positivo» deste serviço, que está disponível pelo telefone 233 407 300. Para o efeito, a pessoa deverá deixar nome e número de contacto. A resposta será posteriormente feita por um psicólogo, que providenciará a marcação e o formato de acompanhamento. «A preocupação maior recai nas famílias. Os doentes acabam por ter sempre apoio, mas os familiares não e, no fundo, é onde a carga maior assenta», argumentou Francisco Leitão, asseverando que «a saúde não dá resposta para isso» e, por isso, a CVP quer «preencher essa lacuna».










