Balanço de um país que tem vergonha dos cravos
É rotineira, com o fim de cada ano civil, a tarefa de proceder ao balanço do exercício de uma qualquer organização produtiva ou prestadora de serviços, procurando registar os seus activos, as dívidas e os passivos, salvaguardando o capital investido.
Essa é uma forma de avaliar a situação financeira e patrimonial, tendo em vista acertar estratégias de gestão e assegurar a respectiva liquidez.
Assim se enfrentam as responsabilidades sociais e fiscais com mais confiança e assertividade.
Crescer é, naturalmente, o que importa no mundo possidente do deve e do haver, conhecendo as fragilidades e os pontos fortes que ajudam o pequeno capitalista ou o accionista maioritário a melhor enfrentar o futuro do seu negócio e, se possível, a juntar dinheiro líquido no bolso.
Porém, mais de meio século depois do 25 de Abril, muitas das expectativas de justiça e de dignidade social continuam por cumprir.
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