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Fundos de quase 4,5 milhões na proteção civil reforçam resiliência dos territórios

CIM da Região de Coimbra distribui cerca de dois mil equipamentos de proteção civil às corporações dos 19 municípios. 77% dos apoios da visão intermunicipal estão já adjudicados

A entrega de cerca de dois mil equipamentos de proteção individual (EPI) para combate a incêndios rurais aos 19 municípios da Região de Coimbra faz parte de «uma visão mais ampla de reforço da resiliência do território», integrada num programa de investimento, que representa «compromisso com a segurança, a prevenção e a proteção das populações», salientou Helena Teodósio, na cerimónia de assinatura dos autos de entrega dos EPI.

«Este momento simbólico enquadra-se no Investimento Territorial Integrado (ITI) da Região de Coimbra financiado pelo Portugal 2030», traduzindo-se no «primeiro de muitos outros momentos que integram um conjunto alargado e estruturado de investimentos na área da proteção civil orientados para o reforço da prevenção, da preparação e da capacidade operacional do nosso território», explicou a presidente da Comunidade Intermunicipal (CIM) da Região de Coimbra.

Recorde-se que, no âmbito do ITI, a CIM, em conjunto com os municípios, «assumiu um papel ativo de finalização de um investimento de 14,5 milhões de euros para dar resposta a desafios municipais e intermunicipais que têm vindo a ser identificados», salientou Helena Teodósio, destacando que, «no que diz respeito à estratégia intermunicipal, foram sinalizados 4,5 milhões de investimento», que contemplam a entrega dos equipamentos de proteção individual.

«É indispensável investir de forma estratégica e articulada, antecipando riscos e reforçando a capacidade de resposta local e regional», reforçou a autarca de Cantanhede.

Rui Castro espera que seja possível garantir a uniformização dos apoios sociais e benefícios fiscais aos bombeiros

Dos mais de 4 milhões de euros dos investimentos, afetos à visão intermunicipal 2030, 77% desse valor já está adjudicado, salientou Jorge Brito, secretário executivo da CIM

Na sessão, o secretário de Estado da Proteção Civil destacou o «papel, absolutamente, determinante dos municípios» nesta matéria, até porque, acrescentou, «são os autarcas que melhor conhecem o território, identificam as necessidades, que articulam respostas e em estreita cooperação com a administração central e proteção civil, tornam possível uma resposta mais eficaz, mais rápida e mais próxima das populações», aumentando também «a resiliência dos territórios e uma proteção civil mais próxima, mais eficiente e mais preparada para os desafios atuais e futuros».

Na perspetiva de Rui Castro, o trabalho em rede «está assente na cooperação intermunicipal», uma «condição essencial para enfrentar riscos cada vez mais complexos e exigentes», acrescentou.
Ao intervir no encerramento da cerimónia, o governante confessou que está «confiante» que, neste novo ciclo autárquico, seja possível «garantir a uniformização e harmonização dos apoios sociais e benefícios fiscais aos bombeiros de Portugal».

«Não faz sentido, na minha opinião, que os municípios ainda não tenham conseguido encontrar uma plataforma de entendimento para garantir essa igualdade em todo o território nacional. Um bombeiro voluntário é bombeiro voluntário independentemente do concelho de origem», referiu, salientando que já solicitou uma reunião na Associação Nacional de Municípios para «tratar» deste e outros assuntos. A estrutura da carreira de bombeiro ou a profissionalização da primeira intervenção 24 horas por dias são matérias prioritárias na agenda da proteção civil.

Dezembro 18, 2025 . 11:00

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