
Paulo Bandeira: "Precisamos, rapidamente, de ter um quartel-general do rugby da Académica"
Diário de Coimbra 70 anos de Secção de Rugby da Académica. O que é que fizeram para comemorar a data?
Paulo Bandeira A Secção de Rugby da Académica merecia celebrar os 70 anos como uma data importante. Destaco, em primeiro lugar, o livro lançado pelo Sérgio Franco e Fernando Soares, intitulado “70 Anos, 50 Títulos”, que conta a história da secção, os títulos conquistados e homenageia os internacionais que representaram o país ao serviço da Académica. Foi uma obra histórica que sensibilizou toda a família do rugby da Académica. Fizemos também algumas peças de merchandising alusivas aos 70 anos e, mais recentemente, uma gala com cerca de 230 pessoas, reunindo antigos e atuais jogadores, veteranos, parceiros, antigos diretores, sócios e amigos. Foi uma festa bonita, à altura da história do rugby da Académica.
Nos seniores masculinos, todavia, a época não começou como pretenderiam. O que é que tem falhado?
São várias as razões. A Académica tem 70 anos de títulos nacionais e internacionais, mas nos últimos anos não temos alcançado esses patamares. O principal obstáculo é a falta de um espaço comum para treinar. Atualmente, estamos no Campo de Santa Cruz, com muitos jovens sem contacto regular com a equipa sénior. Esse contacto é importante para transmitir cultura de rugby e criar ligação entre escalões. Também sentimos falta de ex-jogadores mais ativos na secção, seja como treinadores ou mentores, para ajudar na formação dos jovens. Temos dificuldades em ter gente com experiência e conhecimento da cultura do rugby da Académica. Ainda assim, conseguimos manter a equipa no primeiro patamar da primeira divisão, única modalidade coletiva da cidade nesse nível. O objetivo é investir na formação, e este ano já batemos o recorde de inscrições. No ano passado, os Sub-16 e Sub-18 chegaram às fases finais, por exemplo.













