
Governo reforça serviços educativos da Rede Portuguesa de Museus
Um programa para reforçar os serviços educativos da Rede Portuguesa de Museus (RPM) com uma dotação global de um milhão de euros, prevendo majorações para projetos desenvolvidos no interior do país, vai avançar em 2026, anunciou hoje o Governo.
A iniciativa, anunciada no final da reunião de Conselho de Ministros, em Sintra, tem como objetivo promover o contacto das crianças com a cultura desde idade precoce, “contribuindo para a democratização do acesso e para a criação de novos públicos”.
O objetivo da tutela é incentivar a criação e reforço de serviços educativos em museus públicos e privados integrados na RPM, que atualmente conta com 175 membros.
O programa contempla uma discriminação positiva para projetos apresentados por museus localizados no interior, "procurando combater assimetrias regionais e assegurar que a oferta educativa museológica chega a crianças de todo o território nacional", segundo um documento divulgado pelo Governo.
A RPM é um sistema organizado de museus baseado na adesão voluntária, configurado de forma progressiva, que visa a descentralização, mediação, qualificação e cooperação entre museus de diversas tutelas e vocacionados para diferentes coleções, de acordo com a sua missão.
Os membros da rede têm várias tutelas, nomeadamente da administração local, da administração central, privados e de governos regionais do país, em tipologias desde a arte, pluridisciplinares, arqueologia, história, especializados, etnografia e antropologia, ciência e tecnologia, sobre o território ou dedicados às ciências naturais e história natural.
O Museu A Cidade do Açúcar, no Funchal, o Museu de Lagos, no Algarve, o Museu do Pão, em Seia, Museu do Rádio, em Oliveira do Bairro, o Museu da Farmácia, com polos em Lisboa e Porto, o Museu Municipal Sebastião Mateus Arenque, na Azambuja, foram os que mais recentemente receberam credenciação da RPM.












