
FMUC quer “crescer a nível de prestação de serviços”
A Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra (FMUC) tem a ambição de «crescer a nível de prestação de serviços» ao exterior, afirmou Carlos Robalo Cordeiro. O diretor da FMUC sublinhou, ao intervir no Dia da Faculdade, que este «crescimento», que já se situa nos 2 milhões de euros de faturação, «está a gerar alguns constrangimentos» na instituição, sendo, por isso, necessário «encontrar uma forma de gestão deste processo que é muito pesado a nível administrativo».
Carlos Robalo Cordeiro, todavia, optou por efetuar uma “radiografia” ao momento da faculdade que dirige – empossado na segunda-feira para o quarto mandato consecutivo – elencando os vários projetos que vão nortear a ação da equipa diretiva, nomeadamente o INNOV2CARE, consórcio liderado pela FMUC e financiado no âmbito do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), a promoção do Laboratório de Ciência de Dados e Inteligência Artificial em Saúde, a internacionalização e o biobanco digital de imagens, que será aberto a toda a academia das Ciências da Saúde em Portugal, além do lançamento do Observatório de Saúde Global e da promoção da lusofonia na área das Ciências da Saúde e da reestruturação da carreira de docente.
O diretor da FMUC sublinhou que este «crescimento», que já se situa nos 2 milhões de euros de faturação «está a gerar alguns constrangimentos» na instituição
«O caos a nível de trânsito em que vive o Polo 3» é uma problemática que o diretor da FMUC gostaria de ver resolvida, uma vez que, na sua ótica, «é uma situação confrangedora para quem circula diariamente» nas instalações da FMUC.
Amílcar Falcão considerou a Faculdade de Medicina, «um dos grandes pilares se não o principal pilar da UC», mas reconheceu igualmente alguns problemas do Polo 3.
«A subunidade 2+4 é talvez a maior mágoa que levo do mandato de reitor», disse, reconhecendo, no entanto, «não estar afastada a possibilidade de existir financiamento que possibilite o lançamento de um concurso para a construção» da infraestrutura. «Estamos a falar de 45 a 50 milhões de euros, naquele que seria o edifício mais caro da Universidade de Coimbra», precisou o reitor.
No âmbito da celebração do Dia da FMUC foram prestadas homenagens aos docentes e trabalhadores do corpo técnico que atingiram o termo do seu tempo de serviço público oficial, distinguidos os melhores estudantes do Mestrado Integrado em Medicina e do Mestrado Integrado em Medicina Dentária e homenageado com a Medalha de Ouro da FMUC o embaixador Luís Almeida Sampaio.
Este momento reconheceu «o percurso excecional na diplomacia portuguesa e a sua intervenção em áreas ligadas à saúde», onde tem uma voz ativa na defesa de uma visão global e do papel da diplomacia neste setor, realçou Henrique Girão, sub-diretor para a Investigação, na intervenção a propósito da entrega do galardão.












