
Internacionalização e inovação na “mira” de Robalo Cordeiro
A Sala do Senado da Universidade de Coimbra foi pequena para acolher todos aqueles que quiseram assistir à tomada de posse de Carlos Robalo Cordeiro, como diretor da Faculdade de Medicina, reeleito, por unanimidade, para o biénio 2025-2027. O professor catedrático assumiu o compromisso para um quarto mandato à frente da instituição de ensino superior, depois de ter sido eleito pela primeira vez em 2019.
Após seis anos a dirigir a Faculdade de Medicina começou o discurso de tomada de posse com uma certeza: «As pessoas são o mais importante, são o foco de qualquer instituição e assim deve continuar». Nomeadamente, a equipa que o acompanhou e que o acompanhará neste mandato, que se inicia, composta por Frederico Regateiro, Teresa Gonçalves, Margarida Gonçalo e Francisco do Vale.
Nos próximos anos, Carlos Robalo Cordeiro pretende focar-se na inovação, na tecnologia e na internacionalização na Faculdade de Medicina, melhorando o ensino e a investigação da instituição.
«Esta semana chegarão à Faculdade de Medicina os novos equipamentos de simulação biomédica que vão revolucionar por completo o ensino», assegurou o diretor. A renovação do equipamento tecnológico e o investimento na área do digital do ensino só foi possível graças a um investimento no âmbito do PRR com o projeto INNOV2CARE, um consórcio liderado pela FMUC e que inclui outras instituições de ensino superior nacionais da área da saúde. Ainda neste âmbito, salientou a continuidade do trabalho do Laboratório de Ciência de Dados e Inteligência Artificial em Saúde, recentemente criado e que é composto por uma «equipa multidisciplinar».
Carlos Robalo Cordeiro falou sobre os projetos de futuro para a Faculdade de Medicina
A presença da FMUC em «cimeiras internacionais» é um dos objetivos deste mandato que pretende apostar na internacionalização. Nesse sentido, Robalo Cordeiro realçou o desenvolvimento do «maior banco de imagens médicas» que será utilizado pelas várias escolas de saúde e ainda frisou o lançamento do Observatório de Saúde Global que colocará a Faculdade de Medicina na dinamização das ciências da saúde, em Portugal.
Antes de avançar com os projetos de futuro, o pneumologista não deixou de fora a «renovação do corpo docente em Medicina e em Medicina Dentária» que se impunha executar. No campo da investigação, também destacou o facto de se realizar «um doutoramento por mês» ao longo dos últimos seis anos «num relevante esforço da formação académica». Quanto à precariedade laboral, Carlos Robalo Cordeiro assegurou que também foram encetados esforços para efetuar contratos a termo, passando de «77 para 87 elementos» no corpo técnico.











