
Pai Natal troca trenó e renas por clássico de 4 rodas
Soalheiro, o dia de ontem convidava a passeios ao ar livre e ao convívio em família ou com amigos. Caso para dizer que São Pedro foi generoso com a Agência para a Promoção da Baixa de Coimbra (APBC) que, ao longo deste domingo, dinamizou uma nova edição do “Pai Natal sobre Rodas”, mais uma vez com o “Encontro dos Clássicos de Coimbra - ECC”. Este ano, o “velhinho de barbas brancas” (Paulo Renato) chegou diretamente da Marinha Grande, com as mães natais (esposa e filha) ao volante de um Fiat 127.
Pouco passava das 11 da manhã quando os cerca de meia centena de clássicos (entre os anos de 1947 e 1992) “invadiram” as principais artérias da Baixa da cidade (Praça 8 de Maio, Rua Visconde da Luz e Ferreira Borges) “obrigando” quem por ali passava a parar, filmar, tirar fotografias, selfies e atentar aos pormenores de muitos desses veículos que são verdadeiras relíquias sobre rodas.
Para muitos foi um convite a viajar no tempo, recordando os modelos de outrora e para outros foi uma oportunidade de ver ao vivo carros que, por si só, contam histórias. Com a parceria que a APBC mantém com o ECC neste e noutros momentos ao longo do ano, por exemplo, por altura do Dia do Pai, cumpre-se um dos seus principais propósitos, que é dinamizar e atrair um maior número de pessoas à Baixa de Coimbra.

Na manhã de ontem, confidenciou a presidente da Agência, Assunção Ataíde, havia quem tivesse ido à Baixa «de propósito para ver os carros».
Ao nosso Jornal, os administradores do grupo ECC - Vítor Marques, Edgar Junior, Santos Silva, António Sobral e Fernando Esteves - congratularam-se pela forte adesão, com cerca de 80 pessoas (entre homens e mulheres, que de uns anos a esta parte têm integrado mais eventos do género, realçam) presentes no almoço convívio que teve lugar num dos restaurantes desta zona da cidade.
E se muitos dos que alimentam a paixão pelos clássicos são, em regra, de gerações mais antigas, a verdade é que é «fantástico» ver que cada vez mais jovens alimentam este gosto, com a “baliza de idades” entre os 86 e os 20 anos de idade, dando mesmo o exemplo da participação de três elementos de uma mesma família (avô, pai e neto).











