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Seminário, MNMC e sete municípios juntos a celebrar Monsenhor Nunes Pereira

“Nunes Pereira. Do Nascimento ao [re]nascimento” é o tema do programa comemorativo dos 120 anos de nascimento e dos 25 anos da morte que será apresentado quarta-feira no Seminário Maior de Coimbra

“Nunes Pereira. Do nascimento ao [re]nascimento” é o mote para um «percurso comemorativo de homenagens» que junta o Seminário Maior de Coimbra, o Museu Nacional Machado de Castro e ainda os municípios de Pampilhosa da Serra, Arganil, Góis, Lousã, Coimbra, Montemor-o-Velho e Cantanhede para celebrar a figura, a obra e a missão de Monsenhor Nunes Pereira.

O arranque deste percurso comemorativo acontece esta quarta-feira, no Seminário Maior de Coimbra, onde, pelas 11h00, decorre a sessão de apresentação do programa das comemorações. O objetivo é que as iniciativas se estendam até 9 de dezembro de 2026, como forma de celebrar os 120 anos do nascimento de Monsenhor Nunes Pereira e assinalar os 25 anos da sua morte.

O programa completo e detalhado será dado a conhecer na quarta-feira, mas as nove entidades envolvidas, com o Seminário Maior de Coimbra e o Museu Nacional Machado de Castro a assumir a coordenação geral é que «ao longo de 2026, cada entidade parceria desenvolva atividades no seu território evocando a memória de Monsenhor Nunes Pereira, o seu legado e património artístico disperso pela região Centro». As iniciativas que constam do programa pretendem «reavivar a memória daqueles que com ele privaram, informar os restantes públicos e inscrever o nome de Nunes Pereira como uma referência no mundo artístico», continua o comunicado que anuncia o programa, adiantando que «a efeméride da sua morte está fortemente relacionada com a importância de manter viva a memória de um grande artista, não só no panorama regional, mas também ao nível nacional e internacional».

Os trabalhos de Nunes Pereira encontram-se, na sua maioria dispersos pela Diocese de Coimbra e região, nomeadamente igrejas, capelas, instituições particulares e, sobretudo, no domínio privado, avança a organização das comemorações que pretendem, assim, trazer a público muito do trabalho desenvolvido por este sacerdote da Diocese de Coimbra, natural da Mata, em Fajão, Pampilhosa da Serra, que ingressou no Seminário Maior de Coimbra, em 1919, e foi ordenado em julho de 1929.

Uma vida dedicada ao sacerdócio e a cultivar outra grande paixão: a arte

Biografia Nascido na Pampilhosa da Serra e tendo ingressado no Seminário Maior de Coimbra em 1919, Monsenhor Nunes Pereira foi nomeado pároco de Montemor-o-Velho em 1929, ano da sua ordenação. Em 1935 foi nomeado pároco de Coja, Arganil e em 1952 voltou a Coimbra, nomeadamente a São Bartolomeu, onde se manteve até 1980, ano em que se aposentou. Até 2001 manteve residência em Coimbra onde exerceu a atividade sacerdotal, tendo em 1995 fixado residência no Seminário Maior, onde instalou a sua última oficina.

Ao longo da sua vivência enquanto padre, Monsenhor Nunes Pereira cultivava aquela que foi sempre a sua outra grande paixão: a arte.

Produziu, por isso, milhares de obras, desde o desenho, passando pela gravura em madeira e em metal, o ferro forjado, a monotipia, o mosaico, o vitral, a gravura em xisto e calhau rolado, sem esquecer algumas pequenas esculturas, num trabalho de autodidata mas que revelava um artista multifacetado na matéria e na técnica adotadas. A sua obra é maioritariamente de teor religioso, mas também explorou temas mitológicos e etnográficos, destacando a sua obra maior “Os Contos de Fajão”, em matrizes de xilogravura e em recolha convertida de texto.

Nunes Pereira 1
Dezembro 1, 2025 . 09:00

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