
Médicos apelam para que haja uma “reforma profunda” no SNS
Face aos problemas que têm afetado o funcionamento saudável e sustentável do Serviço Nacional de Saúde (SNS), Manuel Teixeira Veríssimo, presidente da Secção Regional do Centro da Ordem dos Médicos apelou à necessidade de uma «reforma profunda do sistema», evitando a «habitual política de pensos rápidos dos sucessivos governos» que não têm resolvido as questões fundamentais do sistema de saúde em Portugal.
Na sessão de abertura do 28.º Congresso Nacional da Ordem dos Médicos, o presidente da Secção defendeu que é preciso olhar para o futuro através de uma «estratégia de médio-longo prazo» que leve o SNS a responder às necessidades da população que todos os dias vê essa resposta cada vez mais deficitária.
Cerca de 400 médicos participam no congresso nacional
“Um novo rumo para a saúde” foi o mote escolhido pela Ordem dos Médicos o congresso que teve cerca de 400 inscrições e que decorreu durante todo o dia de ontem e prolonga-se durante o dia de hoje, no Convento São Francisco.
«Temos de pensar sobre o rumo que leve o SNS a responder às necessidades da população; um rumo que leve o SNS a ser atrativo para os médicos para que não existam as carências que se registam em certas regiões do país; um rumo em que as listas de espera para consultas e cirurgias de algumas especialidades tenham resposta em tempo adequado; um rumo em que só recorram às urgências os doentes verdadeiramente urgentes», realçou.
No topo das prioridades está ainda a questão da sustentabilidade do Serviço Nacional de Saúde, a formação de novos médicos e as carreiras médicas também abordadas pelo bastonário da Ordem dos Médicos, Carlos Cortes, durante a sua intervenção.
«Estou em crer que um dos principais problemas do SNS, não é o único, tem precisamente a ver com a falta de profissionais. Se SNS tivesse os médicos que necessita não estávamos hoje a falar de todas as suas dificuldades», frisou. Além disso, abordou ainda a questão das carreiras médicas que hoje se reduzem apenas a «uma progressão salarial ao longo da vida de um médico».
«Espero que rapidamente o Ministério da Saúde comece a trabalhar num aspeto importantíssimo para resolver os problemas do SNS, a atratividade, principalmente para os médicos», enfatizou, em declarações aos jornalistas à margem da sessão.
«Os médicos são hoje dados como responsáveis dos problemas do SNS, mas na verdade é a falta de investimento».
Elogiando as palavras de Carlos Cortes, Ana Abrunhosa reafirmou a necessidade de «reforçar os cuidados primários reforçados em todas as freguesias de Coimbra». O congresso continua hoje durante todo o dia no Convento São Francisco.











