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Aniversário do Hotel Quinta das Lágrimas trouxe visita por séculos de história e gastronomia tradicional

Os detalhes de um local único, romântico e trágico foram explicados a um conjunto seleto de convidados no 30.º aniversário do hotel

O Hotel Quinta das Lágrimas celebrou o seu 30º aniversário em conjunto com a Fundação Inês de Castro, que comemorou 25 primaveras. Ainda na flor da idade, foi pelos jardins que se começou uma viagem que terminou com almoço, fruto das mãos do chef Vítor Dias, da sua equipa e, principalmente, da história centenária da antiga Quinta do Pombal.

Com toda a informação na ponta da língua, Cláudia do Vale, representante da Fundação Inês de Castro, iniciou uma viagem pelos “jardins proibidos” que se encheram do amor de D. Pedro e D. Inês. Em modo “professora de história” explicou alguns detalhes mais “ousados” da quinta. «Temos dois jardins, um romântico e um medieval. O romântico, que fica aqui junto do hotel, na ala onde se toma o pequeno-almoço, tem contornos arredondados e muitas árvores, típico do século XIX, onde foi “construído”. No medieval, encontramos recortes quadrados e retangulares, com uma horta peculiar com produtos portugueses [do século XIV] e flores, porque na altura se descobriu que flores plantadas nas hortas atraíam bichos que se alimentavam das pragas» o que mantinha as hortas saudáveis.

O jardim romântico tem, ainda, um outro “segredo”. «Para quem conhece a nossa história, sabe que houve aqui um grande incêndio, O Sr. Miguel, um dos antigos proprietários, reconstruiu o edifício e adicionou este lindo jardim», conta Cláudia.

Revisitando o inicio do ano, a representante da fundação aniversariante relembrou a vitória da “Árvore do Ano” e o 2º lugar conquistado na “Árvore Europeia do Ano”, vendo estes resultados como um exemplo da importância «histórica» da quinta. «A quinta não é apenas o hotel e a história de amor. A água que aqui corre é especial e liga-se a D. Isabel, padroeira da cidade» que, em 1326, efetivou um “contrato” junto dos Crúzios (que se localizavam no local da Quinta das Lágrimas) para construir um “canal” que ligava a nascente ao Mosteiro de Santa Clara, passando pela quinta. «Era a única forma de fornecer água à “farmácia do reino” que era, basicamente, uma horta de plantas medicinais» explica.

Ainda antes do almoço, o Anfiteatro Colina de Camões, desenhado por Cristina Castel-Branco, salta à vista. Como uma das principais promotoras culturais da cidade, Cláudia do Vale relembra que 2026 traz novidades. «Teremos novamente o nosso Festival das Artes, desta vez com o nome “Contraponto”. Para além de jazz, também podem esperar outras iniciativas culturais, na segunda quinzena de julho» que, no próximo ano, deverão relacionar-se com um novo marco: os 700 anos da Fonte dos Amores.

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Novembro 29, 2025 . 08:10

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