
PME’s procuram novas dinâmicas para comunicações eletrónicas
O 29.º Encontro Nacional de PME do Setor das Telecomunicações, promovido pela ACIST - Associação Empresarial de Comunicações de Portugal, que ontem decorreu em Coimbra, permitiu uma reflexão sobre soluções inovadoras e novas dinâmicas comerciais que moldam o ecossistema das comunicações eletrónicas.
“O Poder das Redes Privativas 5G – Impacto na Eficiência das Organizações” foi o tema central desta edição e refletiu sobre uma tendência decisiva para o futuro do setor, que passa pela transição de infraestruturas generalistas para redes dedicadas, seguras e de alto desempenho, capazes de responder às exigências da indústria 4.0, da digitalização das PME’s e da transformação dos serviços públicos.
O primeiro painel dedicado a “Redes Privadas em 5G: desafios e oportunidades” reuniu operadores e especialistas que debateram modelos de negócio, regulação, segurança e interoperabilidade, enquanto que o segundo - “Telecomunicações e Energia: como evitar um apagão” - promoveu uma reflexão sobre resiliência das infraestruturas críticas, gestão energética e a convergência entre telecomunicações e sistemas de energia.
Reflexão sobre infraestruturas foi motivada pelo apagão que tomou de surpresa o país
Na abertura dos trabalhos, Luís Peixoto adiantou que o Encontro Nacional de PME do Setor das Telecomunicações «sempre que é preparado foca temas que são transversais», destacando a importância de «as entidades públicas integrarem a rede de parceiros» da ACIST, tendo, por exemplo, «gabinetes preparados para matérias ligadas às telecomunicações».
«Os municípios e as CIM´s têm falta de pessoal credenciado para este setor e falta de vontade política para estar dentro destas matérias», frisou o presidente da ACIST, afirmando que com a «entrada de novos decisores políticos», decorrente das eleições autárquicas de outubro, «é a altura certa para pressionar estas entidades para ter uma visão diferente em matéria de telecomunicações».
Miguel Pinto Luz, ministro das Infraestruturas e Habitação, não podendo estar presente, enviou uma mensagem gravada, considerando o tema do encontro «de extrema importância mas também de grandes oportunidades», confirmando que o Governo «tem procurado criar as condições para que existam infraestruturas a trabalhar com maior eficiência».
Manuel Cabugueira revelou que o regulador tinha a pretensão neste evento de «ouvir as preocupações e opinião sobre o funcionamento do setor». «O empenho da ANACOM é grande porque existe uma atividade de supervisionar e fiscalizar mas também de perceber as necessidades dos operadores do setor», finalizou o responsável.












