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Sistema de saúde precisa de uma “reforma profunda”

Entrevista | Os “pensos rápidos” não resolvem os “problemas estruturais” do setor, que precisa de uma intervenção profunda e urgente. É necessário “uma mudança de foco”, defende Manuel Teixeira Veríssimo, presidente da Secção Regional do Centro da Ordem dos Médicos. Um tema que domina o congresso nacional, que decorre amanhã e sábado em Coimbra

“Um rumo para a saúde” é o tema do 28.º Congresso Nacional da Ordem dos Médicos. Significa que a saúde está sem norte? Qual é o diagnóstico?

Não direi que a saúde está sem norte, mas tem problemas e problemas que necessitam de ser corrigidos e por isso tem que haver um rumo. Isto é, não podemos andar constantemente a usar “pensos rápidos” e não resolver os problemas de fundo.

Ou seja, estamos a falar de questões estruturais. Aliás, tem sido recorrente dizer-se que o problema não é falta de dinheiro, mas questões de gestão, de organização. Também é desta opinião?

É a minha opinião. Temos dois tipos de problemas: estruturais e conjunturais. Os conjunturais são os problemas do dia a dia, correntes, que se vão tentando tapar com os tais “pensos rápidos”, mas que não resolvem o problema de fundo, que só se resolve quando mexermos nas questões estruturais.

Que são?

Uma reforma profunda da saúde em vários aspetos, da legislação e até da própria reorganização dos hospitais, nomeadamente, e na articulação com os centros de saúde e, agora, com as ULS (unidades locais de saúde).

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Novembro 27, 2025 . 09:20

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