
Sistema de saúde precisa de uma “reforma profunda”
“Um rumo para a saúde” é o tema do 28.º Congresso Nacional da Ordem dos Médicos. Significa que a saúde está sem norte? Qual é o diagnóstico?
Não direi que a saúde está sem norte, mas tem problemas e problemas que necessitam de ser corrigidos e por isso tem que haver um rumo. Isto é, não podemos andar constantemente a usar “pensos rápidos” e não resolver os problemas de fundo.
Ou seja, estamos a falar de questões estruturais. Aliás, tem sido recorrente dizer-se que o problema não é falta de dinheiro, mas questões de gestão, de organização. Também é desta opinião?
É a minha opinião. Temos dois tipos de problemas: estruturais e conjunturais. Os conjunturais são os problemas do dia a dia, correntes, que se vão tentando tapar com os tais “pensos rápidos”, mas que não resolvem o problema de fundo, que só se resolve quando mexermos nas questões estruturais.
Que são?
Uma reforma profunda da saúde em vários aspetos, da legislação e até da própria reorganização dos hospitais, nomeadamente, e na articulação com os centros de saúde e, agora, com as ULS (unidades locais de saúde).
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