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Segurança Social de Coimbra alerta para problemas de saúde mental nas instituições

Maioria dos seniores institucionalizados têm problemas de saúde mental e instituições não têm meios e conhecimentos para lidar com a realidade

A diretora do Centro Distrital de Coimbra da Segurança Social salientou ontem que a maioria das pessoas idosas institucionalizadas têm problemas de saúde associadas e que as instituições não têm meios para lidar com a situação.

«Neste momento, a maior parte das pessoas nas Estruturas Residenciais para Pessoas Idosas (ERPI) têm problemáticas de saúde mental associadas e as instituições não têm meios ou até conhecimento para tratar esta problemática», disse Rosa Veloso, num encontro da Rede Social de Coimbra.

Segundo a responsável, des­de que foi criado o Complemento de Demência, o número de pedidos aumentou substancialmente, «porque quase todas as pessoas em ERPI têm associados problemas de saúde mental».

Esta situação, de acordo com a diretora do Centro Distrital de Coimbra, convoca a Segurança Social, que tutela as ERPI, todo o tecido social e «muito especialmente a saúde, que vai ter de dar uma ajuda, através do reforço das equipas comunitárias de saúde mental».

«É necessário, urgente e emergente que a saúde ajude também as ERPI a lidar com esta situação, para não corrermos sérios riscos de termos associações com a resposta completamente comprometida», alertou.

Na sua intervenção, na abertura do Encontro da Rede Social de Coimbra, que decorreu todo o dia na Fundação Bissaya Barreto, Rosa Veloso frisou que ainda que há «muito trabalho a fazer» no acolhimento de crianças.

«Tem vindo a crescer o número de famílias de acolhimento, mas ainda é manifestamente insuficiente para acolher todas as que necessitam», disse a dirigente, salientando que na sexta-feira foi relançada uma campanha.

«O acolhimento residencial continua a ser predominante e não o vamos diabolizar, porque é necessário e vai continuar a sê-lo. De todo o modo, temos todos de lutar para garantir às crianças o direito de viver em família», acrescentou.

Para Rosa Veloso, «há muito a fazer» nos direitos das crianças, «que nem sempre são tratadas com o devido cuidado, principalmente quando aqueles que deviam ser o seu porto seguro e a sua proteção deixam de o ser». O Encontro da Rede Social de Coimbra, que junta 327 parceiros, debateu ontem os direitos da criança, a saúde mental e a conciliação entre trabalho e família, organizado pela Câmara Municipal e núcleo executivo do Conselho Local de Ação Social de Coimbra

Novembro 26, 2025 . 08:30

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