
Luís Santarino: “É absolutamente necessário que a Associação e os clubes estejam de mãos dadas”
Luís Santarino, presidente da Associação de Basquetebol de Coimbra (ABC), é a "figura" da Entrevista da Semana do nosso Jornal. O líder da ABC traça prioridades firmes para o novo mandato: mais pavilhões no distrito, maior ligação entre clubes e escolas e uma aposta contínua na formação. Defensor de uma gestão próxima e transparente, enaltece as “ótimas” finanças da ABC, pede apoio das autarquias e garante relações “99,99%” positivas com os dirigentes. Uma conversa sobre desafios, ambições e o futuro do basquetebol em Coimbra que poderá ler, na íntegra, na edição online e impressa do nosso Jornal de amanhã (dia 27).
Diário de Coimbra Quais são as suas prioridades para este novo mandato na Associação de Basquetebol de Coimbra?
Luís Santarino As prioridades têm de passar sempre pelo apoio aos clubes. É absolutamente necessário que a Associação e os clubes estejam de mãos dadas no desenvolvimento do basquetebol, nomeadamente na captação de jovens para a prática da modalidade. Sabemos que a chegada a sénior passa, em primeiro lugar, por um grande trabalho das escolas, que infelizmente não têm o Desporto Escolar que deviam ter mas esperemos que num futuro próximo o tenham. Os jovens têm de começar muito cedo na prática desportiva para chegarem bem aos seniores. A segunda prioridade é fortalecer as ligações às instituições de Ensino Superior. Temos um protocolo assinado com o Instituto Miguel Torga para a formação mas, também, para o basquetebol na Associação de Estudantes. Estamos a colaborar com o Instituto Politécnico de Coimbra para fazermos alguns trabalhos em conjunto e tenho a esperança que façamos candidaturas europeias no âmbito do basquetebol mas também na área social. Em terceiro lugar, estamos a finalizar um protocolo, que já foi assinado mas falta começar a entrar na prática, com a Universidade da Rioja, de Logroño. Vamos ter, em Coimbra, entre os dias 16 e 20 de dezembro, o Professor Pablo Camacho. Irá fazer treinos, acompanhar as nossas seleções, realizar um estágio um Clinic de Basquetebol. Outra prioridade é estar em conjunto com outras associações de forma a encontrar formas de trazer mais jovens para o basquetebol de modo a que seja a segunda modalidade com mais atletas, naturalmente depois do fenómeno que é o futebol.
Em vários anos à frente da Associação, qual considera ter sido a maior transformação que conseguiu implementar?
Acho que o nosso descaramento, como costumo dizer, em termos conseguido fazer um projeto europeu. Estivemos em Punta Umbria com os 12 treinadores e as quatro seleções distritais de Sub-14 e Sub-16, que foi algo aprovado pelo Erasmus+. Este ano voltámos a candidatar-nos de outra forma, mas para ir novamente a Espanha, e termos outra candidatura, que está para ser feita, com instituições de Erasmus+ e do Luxemburgo, com quem estamos a trabalhar, é evidente que estamos a dar um carácter europeu à nossa própria formação. O Luxemburgo porque estão lá quatro treinadores portugueses de grande qualidade. Entendemos que temos de dar um novo formato à formação e não juntar os treinadores todos numa sala ou num pavilhão mas também distribuir os treinadores por vários grupos e conseguir que eles aprendam muito mais do muito que aprendem já em Portugal e aprofundem em outros países.












