
Município avança com a criação de Polícia Municipal
A formação de uma Polícia Municipal na Figueira da Foz é mesmo para avançar. A autorização para dar início ao procedimento com vista à elaboração de um novo projeto de regulamento de organização e de funcionamento de um novo corpo policial na cidade foi aprovada ontem, por unanimidade, em reunião de câmara, dando assim seguimento a um processo que teve início há cerca de 20 anos e que foi interrompido por falta de financiamento.
«Cada vez tenho menos dúvidas de que precisamos desta força para cumprir as posturas e regulamentos municipais e ter mais autoridade na rua», argumentou Pedro Santana Lopes, garantindo que esta nova força em nada vai «esmorecer» com a atuação da PSP ou da GNR em zonas urbanas. Aliás, por forma a que haja uma «atuação mais eficaz» entre todas as forças de segurança na cidade, o presidente figueirense avançou que, após conversa com a proteção civil, as futuras instalações da Polícia Municipal deverão ser num espaço contíguo ao quartel dos Bombeiros Sapadores da Figueira da Foz.
Para já, o processo que está a ser elaborado para a criação deste corpo policial pretende ter três agentes em permanência, 24 horas por dia, com cerca de 15 efetivos. No entanto, Santana Lopes considerou pouco. «Com a realidade da Figueira, eu aponto para entre a 25 a 30 elementos», alertou.
Com a parte orçamental ainda a ser estudada pelos serviços financeiros da autarquia, o presidente indicou que o esforço financeiro possa atingir os dois milhões de euros por ano, sem contar com o investimento inicial.
«A constituição deste reforço de segurança para o Município é de extrema importância”, ressalvou Manuel Domingues, vereador com o pelouro do Trânsito, justificando com o facto de se conseguir libertar a PSP de questões relacionadas, por exemplo, com o estacionamento na cidade, tendo em conta a sua escassez de recursos humanos.
Em nome dos dois vereadores do PS, João Paulo Rodrigues concordou com a importância da instalação de uma Polícia Municipal na cidade para uma atuação de proximidade. Da mesma opinião partilhou Hugo Fresta, vereador do CHEGA, ressalvando, porém, que se deveria também apostar num reforço de efetivos na PSP e na GNR, uma vez que o concelho é extenso, com 17 freguesias.











