
Pi traz até Coimbra os seus originais num concerto inédito
A estudante e artista, Priscila Martins apresenta esta sexta-feira, dia 21 de novembro, o seu EP de originais a que deu o nome de “Indiferente” num concerto intimista no Atelier A Fábrica.
Natural de Chaves, Priscila Martins apresenta-se como Pi, assim chamada pelos amigos, colegas e família desde criança e, por isso, quando iniciou o seu caminho como artista musical não havia outra hipótese do que se apresentar ao público como Pi.
Como estudante em Coimbra, Pi encontrou nas Fans - Tuna Feminina da Universidade de Coimbra o conforto e o impulso para compor músicas.
«Em Coimbra com as Fans e com toda a envolvência da própria cidade e do meio artístico comecei a compor algumas coisas», começou por contar ao Diário de Coimbra.
Incentivada pelas amigas e colegas deu asas a uma paixão que assegura ter «desde criança» e no último ano, aos 31 anos, materializou-se num EP de originais. Com alguns concertos pontuais no norte do país, Chaves e Guimarães, agora é tempo de regressar à cidade que chamou sua durante sete anos.
«Desde que o EP surgiu tive sempre esta vontade de o levar até Coimbra para o apresentar e surgiu agora esta oportunidade», contou. Ao seu lado, em palco, terá Filipa Biscaia, fadista conimbricense, e Inês Martins, duas amizades que surgiram no tempo em que faziam parte das Fans e que se mantém até hoje, muito graças à paixão pela música.
Num EP que começou a ser pensado e idealizado em 2020 e que ganhou corpo em 2024, depois de ter ganho um concurso de apoio musical, Pi une «vários géneros musicais que vão do Pop ao Indie» neste disco a que deu o nome de "Indiferente" e onde canta em português.
«As minhas músicas são muito fruto das minhas vivências e de quem me rodeia e para mim faz mais sentido expressar-me em português do que em inglês, por exemplo», explica em entrevista.

O EP, esse podemos dizer que é «100% produzido em Chaves», cidade de onde é natural e onde quis produzir este trabalho artístico ao lado de outros profissionais da área. «Numa cidade do interior onde a cultura não tem, muitas vezes, espaço e apoios, quis que fosse feito por amigos, colegas e pessoas da área que trabalham em Chaves», defendeu.
Artista de coração e engenheira de profissão, Priscila Martins assegura que não quer deixar a carreira profissional para se dedicar ao mundo artístico. «Neste momento não me faz sentido, quero continuar a explorar, a compor, sem ter essa pressão e obrigação de criar algo novo».
Com um EP “cá fora” já tem outras músicas na calha para um projeto futuro, mas enquanto esse futuro não chega prefere aproveitar as oportunidades de se mostrar ao público no palco e fora dele.
Na sexta-feira sobem ao palco, Pi, a sua guitarra, as duas amigas e cantoras, para um espetáculo que promete ser de «proximidade e intimista».
A entrada tem o custo de seis euros e os bilhetes podem ser adquiridos online.











