
Santa Casa quer dar nova vida a seminário
A Santa Casa da Misericórdia de Coimbra quer dar uma nova vida ao seminário do Instituto Missionário do Sagrado Coração, em Montes Claros, envolvendo a comunidade. Ontem celebrou um protocolo de colaboração com a RISIMET, empresa inovadora na área da fisioterapia e reabilitação, no primeiro passo para um projeto mais vasto que irá dinamizar o espaço do seminário dehoniano, com aproveitamento de salas, um ginásio, campos desportivos e uma quinta, para atividades ocupacionais e recreativas.
O futuro centro de fisioterapia, com três profissionais, estará também associado à Unidade Móvel que a RISIMET já dinamiza, e a partir da instalação irá promover o «alargamento a outras valências», antecipa o provedor Tiago Mariz, ao sinalizar duas vertentes do centro: uma voltada para o interior – utentes e funcionários da Santa Casa, e outra para o exterior: «queremos que cresça e mobilize as pessoas para estas boas instalações», dinamizando um centro mais alargado, de bem-estar.
Centro de fisioterapia, primeiro passo de um projeto mais vasto, estará ligado a um ginásio aberto à população
No seminário há campos desportivos, um de futebol, tem uma quinta, com terrenos aráveis e árvores de fruto, e condições para criação de um circuito de manutenção, estando desde já previsto um ginásio, com espaço interior e possibilidade de aproveitamento do exterior (terá uma entrada pelo centro de fisioterapia e outra exterior, independente). A ideia é abrir tudo à comunidade, que poderá usufruir de todos os equipamentos num «local protegido, no centro da cidade». A ideia, reforça Tiago Mariz, é desenvolver um centro de bem-estar com atividades para todas as idades, de convívio, atividades físicas, de promoção de saúde, física e mental, estando em curso contactos com instituições sociais que queiram associar-se ao projeto.
Sem descurar a possibilidade de as instalações se tornarem uma incubadora social, o provedor acentua a importância do centro de fisioterapia no processo, nomeadamente como polo agregador. Associado ao centro poderão surgir consultas de psiquiatria, nutrição, assistência social ou estimulação cognitiva, exemplifica, com identificação e sinalização de necessidade de cuidados na área da saúde mental.
Joaquim Paulo Fonseca, da RISIMET, assinalou «o momento feliz» da «sinergia solidária» que resulta do protocolo entre duas entidades com «valores comuns». E agora com o objetivo comum de dinamizar um projeto com características inovadoras. A empresa, com comprovada responsabilidade social, tornou-se inovadora na área da fisioterapia com uma unidade móvel que leva tratamentos a quem precisa, evitando os transtornos de quem tem de se deslocar, por vezes com dores. Em parceria com juntas de freguesia, trata gratuitamente as pessoas indicadas pelos gabinetes de ação social das autarquias.
O futuro centro de fisioterapia deverá abrir portas em fevereiro/março, com os fisioterapeutas João Maria Fonseca, Hugo Ribeiro e Inês Fonseca. Na cerimónia de celebração do protocolo estiveram ainda Luís Matos Cabo (SCMC), Constança Fonseca e Pedro Brás (RISIMET).
Sérgio Conceição padrinho da Unidade Móvel da RISIMET
Há muitos anos, quase 40, o fisioterapeuta Joaquim Paulo Fonseca tratou uma familiar do futebolista e treinador de futebol Sérgio Conceição. A paciente tinha de se deslocar desde Ribeira de Frades até ao centro de Coimbra, ficando dependente de transportes e com os incómodos de quem tem se deslocar com problemas de saúde.
A vontade de aumentar a proximidade dos cuidados levaria Joaquim Paulo a idealizar uma unidade móvel, com adaptação de um camião TIR, projeto da RISIMET [www.risimet.pt] que apresentou ao então já amigo Sérgio Conceição. Mostrou-se «disponível e entusiasta», foi testemunha e embaixador, recorda Joaquim Paulo Fonseca, ao notar que outras personalidades se juntaram ao projeto, caso dos embaixadores João Nuno Calvão da Silva (vice-reitor da UC) ou o cantor André Sardet.










