
Reunião plenária do CCP França debate ensino do português
O presidente do Conselho das Comunidades Portuguesas (CCP) em França, Paulo Marques, defendeu hoje uma revisão dos acordos bilaterais com Portugal para proteger e promover o ensino da língua portuguesa naquele país, que está a ser dificultado.
Esta é uma das prioridades do CCP em França, uma vez que existem “escolas que não disponibilizam os documentos necessários ou criam entraves burocráticos”, o que “prejudica as crianças portuguesas e lusodescendentes”, afirmou.
Nesse sentido, aquele conselho defende “uma revisão dos acordos bilaterais e uma intervenção mais clara das autoridades portuguesas”, de forma a garantir que “as escolas francesas cumpram as obrigações e que o ensino da língua portuguesa seja verdadeiramente acessível”.
Paulo Marques falava à agência Lusa no final da reunião plenária do Conselho das Comunidades Portuguesas de França, que se realizou este fim de semana, e que contou com a presença do secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, Emídio Sousa.
Reeleito presidente do CCP França, Paulo Marques disse ainda que analisaram o programa Regressar, que visa apoiar financeira e administrativamente os cidadãos que vivem no estrangeiro e que pretendem voltar para Portugal, e que termina, na sua forma atual, em 2026.
Para Paulo Marques, é fundamental que se crie um “programa específico para os filhos de portugueses nascidos em França” que decidam “instalar-se em Portugal”.
Apesar da proximidade geográfica, o presidente do CCP França disse que há “famílias que enfrentam grandes dificuldades ao tentar regressar ou instalar-se pela primeira vez no país de origem dos pais”.
É, por isso, essencial que se adotem “medidas concretas que tornem este regresso mais simples, justo e atrativo”, defendeu.
Foram ainda abordados na sessão plenária do CCP França temas como a votação para as eleições presidenciais portuguesas, que terão lugar a 18 de janeiro de 2026, isto porque, após a inscrição nos cadernos eleitorais, os portugueses residentes no estrangeiro terão de se deslocar aos consulados ou à Embaixada de Portugal para poder votar.












