
Américo e Arsénio, “dois séculos” de vida celebrados hoje
A vida é feita de ciclos e, em Cordinhã, há dois que chegam agora a um marco raro. Américo Santos e Arsénio Dinis Póvoa completaram 100 anos – a 26 de outubro e 12 de novembro, respetivamente – e irão ser homenageados hoje pelo Centro Social Paroquial de Cordinhã.
A festa promete ser de partilha e alegria, com missa e almoço, e, a partir das 14h30, animação musical e lanche no horário de costume. Familiares, amigos e utentes do centro vão reunir-se para celebrar as vidas destes dois centenários que continuam a dar o exemplo de vitalidade e bom humor.
Naturais e residentes em Cordinhã, Américo e Arsénio dedicaram a vida à agricultura e ao cuidado das respetivas esposas, já falecidas. Hoje, continuam a viver em casa, com apoio domiciliário da instituição, e deslocam-se diariamente ao centro. «O senhor Américo nem bengala usa», conta uma responsável da instituição, orgulhosa.
Arsénio Dinis Póvoa, utente há 25 anos, enfrentou várias perdas familiares- um filho, uma filha e uma neta – enquanto Américo Santos, há cerca de uma dúzia de anos na instituição, mantém todos os familiares vivos.
Apesar das naturais limitações da idade, ambos continuam bem-dispostos e participativos. «O senhor Arsénio vê mal e o senhor Américo é surdo, mas são pessoas com muito humor e fazem rir a toda a gente», acrescenta a responsável.
Mais do que uma homenagem, a celebração de hoje é um tributo à longevidade, à resiliência e à alegria de viver de dois homens que, ao longo de um século, viram o mundo mudar sem nunca deixar de ser parte viva da comunidade de Cordinhã.











