
Turismo pode ser solução para Mosteiro de Semide
O presidente da Câmara Municipal de Miranda do Corvo quer valorizar o Mosteiro de Semide e, nesse sentido, admite a possibilidade de uma reconversão de uma parte do monumento para fins turísticos. Esta quarta-feira, ao reunir com o secretário de Estado da Cultura, José Miguel Ferreira transmitiu as suas preocupações ao governante, apontando algumas ambições para aquele que é um dos monumentos mais emblemáticos do concelho.
José Miguel Ferreira recorda que uma parte do Mosteiro de Semide foi alvo de um violento incêndio na década de 90 e toda essa zona - «uma área de grande dimensão» - está «devoluta», pelo que uma solução ao serviço do turismo, integrando, exemplificou, o «programa Revive», seria a forma para requalificar aquela área ardida. «O que é importante é que seja requalificado», afirmou em declarações ao Diário de Coimbra, admitindo que esta é uma ambição grande que implicaria uma conjugação de esforços entre os ministérios da Cultura, Turismo, Finanças e um investidor privado. Mas esta, recorda, é uma solução que tem sido adotada noutros edifícios do Estado, de que é exemplo, citou, o «Mosteiro de Lorvão», concessionado a um privado ao abrigo do programa Revive.
José Miguel Ferreira defende classificação do Mosteiro de Semide como Monumento Nacional
Mais fácil de concretizar, em seu entender, é a classificação do Mosteiro de Semide como Monumento Nacional, uma ambição que é sua, mas é também da população e que faz parte de um processo iniciado há muitos anos e «parado na Direção Geral do Património Cultural desde 2017». Aliás, admite que o convite para visita feito ao secretário de Estado Alberto Simões, que, de resto, se fez acompanhar da vice-presidente do Património IP, Ana Catarina Sousa, visou primeiramente sensibilizar para o processo de classificação e «perceber o porquê de estar parado», uma justificação que conta receber na próxima semana. «Este processo de elevação a Monumento Nacional inclui a agregação do terreiro e da Torre Sineira», explica o autarca que conta, neste ponto da ordem de trabalhos da reunião com o governante, ver resultados em breve.
Num outro ponto reivindicativo, José Miguel Ferreira também alertou Alberto Santos para a necessidade da requalificação integral da zona do mosteiro onde funciona o CEARTE e a Cáritas Diocesana. «Apelei ao secretário de Estado para que o Governo pudesse avançar com obras de requalificação», explicou o autarca, recordando que aquelas áreas foram alvo de duas intervenções ao longo dos tempos - «uma no tempo de Durão Barroso e outra de Passos Coelho» - e «nunca mais» houve qualquer obra de fundo, pelo que defende uma «intervenção cirúrgica» para dotar com melhores condições o espaço onde opera o CEARTE e a Cáritas.
Inclusão e literacia nas escolas da Lousã
Alguns estabelecimentos de ensino do concelho da Lousã receberam, durante os últimos dias, a iniciativa “A Hora do Conto”, dinamizada pelo projeto EKUI – Equidade, Conhecimento, Universalidade e Inclusão.
Através da leitura acessível e inclusiva da história “EKUI e o Monstro das Barreiras”, as sessões envolveram as crianças num momento de descoberta e partilha, recorrendo a diferentes formas de comunicação – nomeadamente o alfabeto EKUI, que integra braille, linguagem gestual, escrita e imagem.
Desta forma, as crianças puderam participar ativamente, independentemente das suas capacidades ou necessidades específicas, reforçando a importância de uma escola verdadeiramente inclusiva.
O projeto EKUI é cofinanciado pelo Centro 2030, Portugal 2030 e Portugal Inovação Social, com o apoio da Câmara Municipal da Lousã e do Agrupamento de Escolas da Lousã.












