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PJ investiga caso de recém-nascido encontrado morto

Bebé ainda tinha o cordão umbilical. Já terá morrido há alguns dias. Investigação está a decorrer

A Polícia Judiciária (PJ) está a realizar investigações para encontrar os autores do abandono do bebé recém-nascido encontrado morto na quarta-feira à noite nas instalações da ERSUC , em Vil de Matos disse ontem ao Diário de Coimbra fonte da Diretoria do Centro.

O bebé, tal como o Diário de Coimbra adiantou na edição de ontem, um bebé recém-nascido foi encontrado na noite de quarta-feira, cerca das 21h30, nas instalações da ERSUC - Resíduos Sólidos do Centro, S.A., em Vil de Matos, no complexo de tratamento de lixos.

Ao que o Diário de Coimbra conseguiu apurar, o bebé, de ascendência africana, ainda teria o cordão umbilical, daí a certeza que se trata de um recém-nascido. Foi encontrado já na zona de seleção dos lixos, pelos funcionários que depois deram o alerta para as autoridades.

Inicialmente, a GNR deslocou-se para as instalações da ERSUC mas, posteriormente, a investigação passou para a alçada da PJ.

Corpo do bebé foi transportado para o Instituto de Medicina Legal para ser autopsiado

O bebé, que já estaria morto há alguns dias, foi recolhido do local e transportado para o Instituto de Medicina Legal de Coimbra onde, entretanto, será autopsiado, e o resultado deste exame pode ajudar a esclarecer as circunstâncias desta morte.

Refira-se que a ERSUC abrange uma área de 6.694 km2 (7.9 % do território nacional), serve uma população de aproximadamente um milhão de habitantes e trata mais de 300 000 toneladas de resíduos por ano. São 36 os municípios que, diariamente, ali depositam os seus resíduos o que, de alguma forma, pode dificultar o apuramento da identidade do bebé.

Perna encontrada ainda sem conclusões

Recorde-se que já este ano, a 20 de fevereiro, no mesmo local os trabalhadores do centro encontraram uma perna, com pé cortada pelo joelho. Apareceu quando os trabalhadores procediam à separação do lixo no centro de tratamento da ERSUC.

Na altura, como foi noticiado, a PJ, que também tomou conta da investigação, descartou tratar-se de um resíduo de uma unidade hospitalar que ali surgiu. Ontem, ao Diário de Coimbra, fonte da PJ disse que, neste momento, «ainda não há conclusões sobre esta investigação» que fio logo iniciada.

Novembro 14, 2025 . 07:20

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