
Situação no Piódão está “caótica”
A situação na aldeia do Piódão, concelho de Arganil, é, neste momento, muito complicada, por causa das muitas inundações provocadas pela tempestade Cláudia e pelos vários deslizamento de terras. Há várias estradas com passagem condicionada e as deslocações à aldeia são desaconselhadas, sendo apenas possíveis através de viatura todo-o-terreno.
«A situação está bastante caótica», avalia Luís Paulo Costa, presidente da Câmara Municipal de Arganil, frisando que há muitos constrangimentos na aldeia e nos acessos, provocados pelo arrastamento de materiais sólidos pelas encostas da serra, que provocaram entupimento das passagens hidráulicas.
A situação mais grave, de acordo com o autarca, é a que se regista no largo principal de Piódão, que está literalmente inundado, com «uma altura de água significativa». As estradas de acesso estão praticamente inacessíveis a automóveis ligeiros, pelo que o autarca desaconselha deslocações à aldeia.
«Houve muitas passagens hidráulicas que, com arrastamento sólidos, cinzas, terras, pedras, como também material vegetal provocaram entupimento muitas passagens hidráulicas e a água acabou por vir à superfície», explicou o autarca. Segundo Luís Paulo Costa, a situação que se está a viver «parece um filme já visto» e decorre do violento incêndio que, em agosto, começou, precisamente, na aldeia do Piódão.
«Já se antecipava que com inverno pudessem existir problemas, foram efetuados trabalhos de limpeza de valetas, de passagens hidráulicas, material lenhoso que foi colocado para conter os deslizamentos, mas não foi suficiente», lamentou.
No terreno estão nesta altura a ser desenvolvidos trabalhos de desobstrução da vias e limpeza das passagens hidráulicas pelos meios da Proteção Civil Municipal e Bombeiros Voluntários de Arganil.
Na localidade de Celavisa, também no concelho de Arganil, a queda de uma árvore provocou danos no telhado da Capela de Nossa Senhora da Boa Viagem.












