
Ana Abrunhosa preocupada com verbas para a Manifesta
A nova presidente da Câmara de Coimbra manifestou hoje a sua preocupação com a transferência de verbas do Estado para a realização da bienal nómada Manifesta, em 2028.
Na primeira reunião do novo executivo, Ana Abrunhosa deu nota de que, apesar de os serviços municipais terem ficado com o entendimento que a transferência de quatro milhões de euros do Governo para a realização da bienal Manifesta (que terá um orçamento global de oito milhões de euros) seria feita nos dois primeiros anos, a tutela pretende diluir o pagamento ao longo de quatro anos.
Há entendimentos diferentes sobre esse acordo [entre Governo e município]”, disse aos jornalistas, no final da reunião, a presidente da Câmara de Coimbra, eleita pela coligação Avançar Coimbra (PS/Livre/PAN), referindo que o acordo de distribuição do valor é apenas oral.
Ana Abrunhosa assumiu a sua preocupação com a mudança na transferência da verba, considerando que o arranque da Manifesta “é exigente, em termos financeiros”, tendo ficado estabelecido que uma transferência dos quatro milhões de euros nos primeiros dois anos libertaria o município “para, nos outros anos, encontrar fontes de financiamento”.
Durante a reunião do executivo, foi aprovada uma proposta de alteração orçamental para acomodar a transferência de verba do Governo (que terá depois de ser aprovada também em Assembleia Municipal), tendo Ana Abrunhosa optado por ler um documento da Diretora do Departamento de Cultura a sistematizar o ponto de situação do processo.
Segundo Ana Abrunhosa, o acordo assinado a título individual pelo anterior presidente do município, José Manuel Silva, é “um ato nulo” do ponto de vista legal (não foi aprovada em reunião do executivo), mas a autarca considera que tal foi feito “para assegurar que a Manifesta” pudesse ser realizada em Coimbra.
A presidente da Câmara Municipal afirmou ainda que o município não sabe onde é que irá buscar os restantes quatro milhões de euros para executar a bienal e que não está sequer estabelecida a repartição dos compromissos financeiros entre as restantes entidades (além do município, a Universidade de Coimbra, o Círculo de Artes Plásticas e a Comunidade Intermunicipal).
“Nada tenho de documentos aqui na Câmara que me digam quais são as fontes de financiamento e que valor é que é pago” por cada entidade, explicou, referindo que, neste momento, há “um desconhecimento total das fontes de financiamento e do que é que cada parceiro vai aportar ao projeto”.









