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Filarmónica de Côja pede sede para deixar Casa do Povo

Coletividade aponta um terreno ao lado da Casa do Povo e pede envolvimento da União de Freguesias e da Câmara Municipal

O presidente da direção da Associação Filarmónica Progresso Pátria Nova de Côja aproveitou as comemorações do 157.º aniversário da coletividade para partilhar a necessidade de a Filarmónica ter uma sede construída de raíz, onde possa ensaiar e confraternizar. «Esta é uma ambição que temos já muito antiga», referiu João Luís Quaresma, perante cerca de 260 pessoas, num almoço que teve lugar, recentemente, no Pavilhão Gimnodesportivo de Côja, lamentando que esta seja a banda mais antiga do concelho e que não tenha sede própria.
A Filarmónica ensaia na Casa do Povo de Côja, no entanto o dirigente não vê com bons olhos essa solução como permanente, uma vez que, sustentou, «o auditório é requisitado por outras associações e escolas, para eventos, o que nos obriga sempre a deslocar os materiais». Além disso, acrescentou, isso obrigaria «a fazer uma intervenção na Casa do Povo, o que não é viável», tendo em conta que as várias salas «são pequenas» e no espaço está também instalado o Rancho “As Rosas” e a Liga Regional Cojense.
A «melhor solução», de acordo com o dirigente, seria aproveitar «um terreno lateral à Casa do Povo, que é propriedade da mesma, que tem uma dimensão física considerável e fazer ali uma construção de raíz, com as condições todas para desenvolver o espírito filarmónico».

Filarmónica de Côja diz que é a mais antiga banda do concelho e não tem sede própria para ensaios

Contudo, para conseguirem cumprir esse desiderato «o espaço teria de ser doado à filarmónica» e implicaria «envolver também a União de Freguesias de Côja e Barril de Alva e a Câmara Municipal de Arganil». «Estamos a falar de uma coisa que não é muito difícil de fazer, seria um espaço físico, para os ensaios, e, talvez, um bar de apoio, para os músicos confraternizarem e ficávamos com o problema da sede resolvido», salientou o presidente da direção.

Em termos de carências da Banda, o dirigente, destacou ainda a necessidade de aquisição de uma carrinha de nove lugares, uma vez que a atual «não tem as condições necessárias para deslocações para mais longe». Além disso, sugeriu que o novo executivo da União de Freguesias adquirisse um minibus, «que desse para as associações utilizarem».
Aludindo à escola de música, frequentada por cerca de 15 alunos, João Quaresma alertou que os alunos, devido às aulas no Pólo Educativo de Arganil do Conservatório de Música de Coimbra, «chegam tarde a casa», pelo que sugeriu que os docentes se desloquem a Côja para as aulas, depois «das obras feitas no Centro Escolar de Côja, que estão a decorrer». «Era mais fácil para os alunos e para os pais e ajudava a que os miúdos também se interessassem, porque há muitos que desistem do pólo, por causa dos horários», justificou.

Novembro 6, 2025 . 13:17

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