Areaclientedc
Última Hora
Pub Dc Aecoimbra 20260528
Pub Dc Rfm Somnii 20260527
Legua Dc
Pub

ESEC reforça parcerias com entidades locais

Instalações e financiamento são os grandes problemas. No último discurso como presidente, Rui Antunes sugeriu alternativas

Rui Antunes, que ontem proferiu o seu último discurso como presidente da Escola Superior de Educação de Coimbra, alertou para os desafios futuros que a instituição irá enfrentar, desde logo o «sobejamente conhecido» problema das instalações, mas também o do financiamento, que implicará novas estratégias e planeamento.

Depois de sublinhar a evolução da ESEC em quatro décadas, e de destacar o sucesso do último ano em que a avaliação positiva pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia dos dois centros de investigação vai permitir avançar com doutoramentos (ver Diário de Coimbra de ontem), Rui Antunes olhou para o futuro, em que ensino, investigação e ligação à comunidade terão de se fazer de forma sustentável.

«Não há qualidade sem sustentabilidade financeira e não há sustentabilidade sem planeamento, rigor e sentido de prioridade (…), a solidez do nosso crescimento dependerá da nossa capacidade de continuar a equilibrar a missão com responsabilidade, expansão com consolidação e sonho com realismo», sustentou, ao sublinhar a necessidade de atenção aos dois fatores que «condicionam fortemente a estratégia futura: as instalações e o financiamento público através do Orçamento de Estado».

Não se pode ignorar os problemas de espaço, mas não é tempo de se ficar bloqueado em lamentações

Se é certo que não se podem ignorar os problemas de espaço, o docente, que lembrou as promessas nunca cumpridas pelo anterior presidente do IPC, entende que não é tempo de se ficar bloqueado em lamentações mas sim de procura de «soluções alternativas, realistas, nomeadamente através de parcerias» com entidades da comunidade em Coimbra e em localidades vizinhas como Mealhada, Cantanhede, Condeixa e Anadia. Estas parcerias, antecipou, pode permitir deslocalizar cursos, nomeadamente os técnicos profissionais, diversificar a oferta formativa e recrutar novos públicos.

Agora que são conhecidos os novos executivos camarários, «estamos em condições de começar a construir» com parceiros locais «uma solução integrada, pensada para o futuro, com apoio institucional e político a nível regional e nacional, que garanta sustentabilidade socioeconómica e financeira da solução que vier a ser concretizada», defendeu.

Sobre o financiamento público, Rui Antunes entende que é preciso «manter a pressão política junto da tutela, reclamando uma revisão da forma como tem sido tratada a formação nas ciências sociais humanas e muito especialmente na formação de professores». Também há muito a fazer na otimização dos recursos, afirmou. A «sustentabilidade financeira dos cursos depende essencialmente da relação entre atratividade e necessidade social», traduzidas no número de alunos, principal fonte de receita, e nos custos de funcionamento, a principal despesa, disse. «O equilíbrio entre estas variáveis não pode ser deixado a acaso», tem de «estar presente em todas as nossas decisões administrativas, financeiras, científicas e pedagógicas», observou, reconhecendo, no entanto, que não é fácil.

Após cinco mandatos na Direção e 39 anos como docente da ESEC, Rui Antunes terminou o discurso com «gratidão pessoal a todos os que fizeram parte desta longa história».

O Dia da ESEC contou ainda com a intervenção da presidente do IPC, Cândida Malça (ver texto secundário) e da presidente da Associação de Estudantes, Mafalda Pinto, e com a conferência “Mulheres num tempo sem tempo”, pela artista plástica Helena Cardoso.

Novembro 4, 2025 . 09:50

Partilhe este artigo:

Junte-se à conversa
0

Espere! Antes de ir, junte-se à nossa newsletter.

Comentários

Fundador: Adriano Lucas (1883-1950)
Diretor "In Memoriam": Adriano Lucas (1925-2011)
Diretor: Adriano Callé Lucas
95 anos de história
bubblecrossmenuarrow-right