Rio acima, sem motor
Sem surpreender verdadeiramente – sei bem da natureza humana – não deixa de me causar alguma repulsa o quanto se diabolizam, agora, as anteriores políticas municipais, sobretudo aqueles que se empenharam em garantir muito melhores perspetivas de futuro para uma cidade e região que estavam entorpecidas no seu desenvolvimento.
O ministro das Infraestruturas voltou a garantir, em viagem pela mítica EN2, que o governo vai reunir com a IP e os autarcas da região no propósito de tomar uma decisão definitiva – Deus o oiça porque nós, homens, cada vez acreditamos menos – sobre o traçado para fechar, com duplicação de vias, todo o percurso do itinerário principal 3, em perfil de autoestrada, de Viseu a Coimbra. Seja por que margem do Mondego for, através de Mortágua ou em direção a Poiares, façam lá o favor de decidir sobre o tão pouco que ficará a faltar, desde Santa Comba Dão. E, sobretudo, Miguel Pinto Luz, metam rapidamente mãos à obra.
Também com a inauguração do Banco de Tecidos Oculares da ULS – que Joaquim Murta consegue ver implantado após doze anos de persistentes esforços – Coimbra mantém-se , como sublinhava aquele respeitabilíssimo clínico, na vanguarda da oftalmologia em Portugal
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