
Condenado a pena de cadeia por violar menor duas vezes em Soure
Um jovem de 28 anos foi ontem condenado a uma pena de cadeia de cinco anos e nove meses por ter violado, por duas vezes na mesma madrugada, uma menina de 16 anos. Segundo a decisão ontem proferida pelo Tribunal Coletivo de Coimbra o arguido - servente de pedreiro - terá ainda de indemnizar a vítima em 12.500 euros.
Tudo aconteceu em agosto do ano passado, no concelho de Soure, numa altura em que a jovem e a família - naturais e residentes na Holanda, mas com ligações familiares a Portugal - passavam férias na zona. A convite de uma tia, a jovem e outros familiares foram até uma festa onde conheceram o arguido. Refere o Ministério Público que os jovens realizaram o jogo do prego e “ braço de ferro”, ao mesmo tempo que iam ingerindo bebidas alcoólicas. Durante o tempo em que conviveram, o arguido terá perguntado a idade de todos os presentes nos jogos, incluindo da vítima, de quem se tentou aproximar mais do que uma vez, tocando-lhe no ombro, no braço e na zona da anca.
Eram cerca das 5h00 quando a vitima, o irmão e os primos abandonaram o local da festa. Uns foram para um parque infantil na zona e outros seguiram para casa. A dada altura, a vítima apercebeu-se que tinha perdido o telemóvel e voltou ao local da festa acompanhada do irmão e do primo, mas não conseguiram encontrar o telefone, pelo que regressaram em grupo para o parque infantil.
Violador, além da pena de cadeia, vai ter de indemnizar a vítima em 12.500 euros
Como a jovem estava preocupada com o telemóvel, acabou por regressar, sozinha, ao local das festas, onde o arguido a viu e tentou agarrar pela cintura. A jovem afastou-lhe o braço e regressou ao parque infantil, mas o arguido perseguiu-a e abraçou-a. E se num primeiro momento, o arguido aceitou a recusa da jovem - pedindo inclusivamente desculpa - num segundo momento empurrou a jovem contra um muro, despiu-a parcialmente e violou-a apesar dela lhe dizer “Stop. stop” por diversas vezes.
A menina afastou-o, fugiu e este pediu desculpa, mas logo a seguir correu no seu encalço e voltou a violá-la mesmo perante os pedidos sucessivos da vítima para que a libertasse.
A jovem seguiu depois para casa da tia, o arguido ainda a perseguiu até lá e a jovem ainda lhe deu uma bofetada no jardim da residência, onde o jovem continuava a chamá-la.
Ontem, no Tribunal de Coimbra, a juíza destacou as «clamorosas necessidades de prevenção geral» para justificar a pena de cadeia efetiva fixada ao arguido que faltou à primeira sessão deste julgamento e só compareceu posteriormente sob detenção da GNR. A advogada de defesa confirmou que vai recorrer da decisão do tribunal.












