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Exposição é um “Diálogo” entre duas coleções de arte

Oportunidade da existência desta exposição temporária do Machado de Castro e da Gulbenkian surgiu das intervenções em ambos os museus

O Museu Machado de Castro inaugurou ontem a sua nova exposição em conjunto com o Museu Calouste Gulbenkian, intitulada “Diálogos”. Sandra Saldanha, diretora do Museu Machado de Castro, explica que o nome da exposição nasceu da intenção de «articular as duas coleções, metendo-as a dialogar entre elas».

A diretora esclarece que parte do Machado de Castro também vai encerrar para obras até meados de 2026, sendo esta uma oportunidade de juntar parte das coleções de ambos os museus numa só exposição.

Para Alexandre Pais, Presidente do Conselho de Administração do Museus e Monumentos de Portugal, «não é fácil fechar uma casa, especialmente um museu». No entanto, «sempre que há um desafio há uma oportunidade, e esta exposição é uma oportunidade de ouro», acrescenta.

A exposição é composta por «uma sequência de salas temáticas que se localizam onde era o piso superior do Paço Episcopal de Coimbra»., declara Sandra Saldanha. Além disso, «esta não foi só uma oportunidade de ter uma nova exposição temporária, mas também uma oportunidade de ter três novas salas, que serão permanentes».

São 13 as salas que compõem a exibição. Estas apresentam variadas temáticas como: Tempos Medievais, Imagens de Devoção, divididas em iconografia Mariana e Santos e Cristológicas, Lacas Japonesas, Humanismo e Diálogo, Numismática e Medalhística, Roma em Circulação, Arte Europeia, Arte Mudéjar e Cerâmica Iznik.

“Esta exposição destaca-se por não ter uma narrativa cronológica, possuindo pequenas narrativas que pretendem contar momentos e discursos que são distintos”

O presidente do Conselho de Administração do Museus e Monumentos de Portugal considera que «é importante as pessoas não perderem de vista as suas coleções». A “Diálogos” permite a essas pessoas poderem visitar ou revisitar as peças de ambos os museus que estariam armazenadas se não fosse esta parceria.

Outro aspeto importante para Alexandre Pais é o facto que de que «há sempre a perceção que as grandes exposições só estão em Lisboa, mas o Museu Machado de Castro é um grande museu, e o facto da Fundação Calouste Gulbenkian colocar aqui as suas peças traduz isso».

A exposição “Diálogos” é composta por 175 peças, sendo 88 da Fundação Calouste Gulbenkian e 87 do Museu Machado de Castro. Esta pode ser visitada até o dia 22 de fevereiro, tendo o valor de 10 euros, existindo os descontos habituais. Destaca-se ainda o facto do Museu Machado de Castro estar incluído nas 52 visitas anuais gratuitas para os cidadãos portugueses, que contém a visita ao criptopórtico do museu, que não encerrou para obras.

Retábulo da Sé Velha poderá ser nova adição à Sala Mudéjar da exposição

Sandra Saldanha confidenciou que neste momento está ser restaurado um Retábulo pertencente à Sé Velha, com a contribuição do professor Joaquim Inácio Caetano, que é conservador/restaurador de arte.

Segundo a diretora do Museu Machado de Castro, «este estava em pedaços, sendo uma novidade muito importante, visto que é uma obra única». Este Retábulo é uma «obra referenciada desde o século XIX, não existindo nenhuma semelhante em Portugal, enquanto no contexto europeu é absolutamente rara».

Porém, ainda não se sabe datas da conclusão da restauração, mas existe a intenção de incluir na exposição.

Outubro 31, 2025 . 12:50

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