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“Tempestade” na Serra deu mote para reflorestar

A Universidade Europeia trouxe cerca de 80 jovens para plantar árvores e contribuir para recuperar a área ardida em agosto. O futuro prevê-se positivo

Foi um final de manhã produtivo para os jovens da Universidade Europeia e para a Serra da Lousã, mesmo que o nevoeiro e a chuva tenham tentado dificultar o processo de plantação das árvores autóctones. Junto do parque eólico “Wind Farm” prepararam-se cerca de 50 “valas” onde foram plantadas as espécies que vão ajudar a repopular a região ardida em agosto deste ano.

Com o apoio da Turismo Centro de Portugal (TCP), da APECATE (Associação Portuguesa de Empresas de Congressos, Animação Turística e Eventos) e da Universidade Europeia, a Serra da Lousã deu ontem início a um processo de reflorestação de cerca de um hectare e meio. «A regeneração e revitalização de toda a Serra da Lousã tem de ser feita com o apoio de todos, e neste caso são os alunos e a TCP» indica Ricardo Fernandes, vereador da Câmara Municipal da Lousã. O local escolhido surgiu por “doação” da Associação Casal de Catarredor, que é responsável pelo espaço e perdeu algum do seu terreno para os incêndios deste verão.

Jovens viajaram de Lisboa para plantar as primeiras árvores do projeto de reflorestação

Na sequência dos trabalhos apresentados na segunda-feira [ver página 13 da edição de dia 28 de outubro] o processo de recuperação florestal da Serra da Lousã encontra-se num bom caminho e procuram-se iniciativas com olhos postos no futuro. «Já reunimos com proprietários de áreas da serra e vamos continuar a fazê-lo para traçarmos um plano de ordenamento do território melhor. É difícil fazer isso porque o ordenamento não está nas mãos das autarquias, uma situação que queremos tentar alterar» explica o vereador, analisando que é o poder local que melhor conhece a população e as características do seu território próximo.

Em declarações esteve, também, Elsa Marçal. vogal da comissão executiva da TCP, que destacou a «junção de várias entidades» para o trabalho de recuperação. «Estamos a dar um passo certo para a recuperação. Esta iniciativa vai mostrar como o turismo é um agente de mudança capaz de juntar várias entidades para um mesmo propósito», neste caso, dar uma nova vida aos locais afetados pelos incêndios.

A responsável admite que está a ser elaborado um plano com foco na economia afetada, mas o foco é «entender as necessidades» para depois agir.

Outubro 29, 2025 . 08:20

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