
Jantar-concerto assinala sete anos de Pedrinhas
Pedro Brazião Rodrigues travou uma batalha contra a leucemia («a doença das células malucas») durante cinco anos e, precisamente, na véspera de completar 11 anos, a 22 de março de 2018, faleceu. Durante todo o processo de doença, o Pedrinho manteve a força de viver, a criatividade, o talento e foi construindo um mundo imaginário, através de histórias e desenhos, com personagens de encantar a que deu o nome de “Pedrinhongos”.
Os “Pedrinhongos” são, precisamente, «o maior legado» que o menino deixou e que são, hoje, o símbolo da Pedrinhas - Cooperativa de Solidariedade Social, que os pais - Ana Brazião e Hugo Rodrigues - e mais 13 pessoas - criaram para apoiar crianças com doenças oncológicas e outras condições graves de saúde. Assim nasceu a Pedrinhas, que celebra sete anos de atividade no próximo sábado, dia 1 de novembro, com um jantar-concerto, que vai decorrer na Sala Afonso Henriques (antiga igreja) do Convento São Francisco, com a presença de 200 pessoas. «É um jantar em que pretendemos, não só celebrar estes sete anos de Pedrinhas, mas também é um momento de partilha, de celebração, de solidariedade» e para agradecer «o apoio que muitos têm dado à associação», adianta ao Diário de Coimbra Bianca Matos, da Pedrinhas.
Pedrinhas tem em marcha quatro atividades que têm feito a diferença na vida de muitas famílias
Entre projetos, atividades artísticas, atividades ocupacionais, campanhas e eventos solidários, a Pedrinhas, presidida por Ana Brazião, mãe de Pedro Brazião Rodrigues, tem em marcha quatro atividades que têm feito a diferença na vida de muitas famílias com crianças e jovens doentes. Uma delas - provavelmente a mais ambiciosa - é “Um castelo - Pedrinho a Pedrinha”, que se propõe a adaptar a habitação de crianças doentes, de famílias carenciadas, para suprir necessidades.
«Até ao momento, foram à volta de uma dezena de “castelos”, que já reconstruímos e temos outros tantos em mãos», salienta Bianca Matos, referindo que «há investimentos mais pequenos, há outros maiores». «Há, por exemplo, casas de banho acessíveis, em que adaptamos apenas a parte da casa de banho, mas temos outras obras que começam praticamente do zero» e que pode representar um investimento a rondar os 70 mil , explica, ao destacar que a missão só é possível com a ajuda dos parceiros, mecenas e a comunidade.
“Pedrinhar-te” propõe-se a transformar emoções em arte
Em desenvolvimento está o Pedrinhas Natur, um projeto de alojamento transitório que irá dar resposta a crianças e jovens em fase de tratamento, e respetivas famílias, que se encontrem deslocados da sua área de residência, ou cujas habitações estejam em fase de obras de adaptação. São 10 moradias unifamiliares que irão ficar disponíveis na Serra da Lousã, com recurso a financiamento do Plano de Recuperação e Resiliência. A previsão da associação aponta para que, em 2026, as casas possam estar à disposição das famílias.
Especial é também o projeto “Um Soninho Colorido”, que, às terças e quintas-feiras, entre as 20h00 e as 21h00, leva voluntários ao Hospital Pediátrico de Coimbra com uma missão bem definida: ler histórias aos mais pequeninos.
Mais recente é o “Pedrinhar-te”, que se propõe a transformar emoções em arte. O medo, a alegria, o humor, a adaptabilidade, a resiliência ou a tristeza são transportados para um “Pedrinhongo” e, mais tarde, cada criação artística será transformada em murais urbanos de azulejos a colocar num local à escolha da criança e da família











