
ASAE entrega 3.260 peças de vestuário a instituições
Foram 3.260 peças de vestuário, avaliadas em 29 mil euros, que a ASAE – Autoridade para a Segurança Alimentar e Económica entregou hoje em Coimbra. Uma cerimónia integrada nas comemorações dos 20 anos desta entidade policial, realizada no auditório José Marques de Almeida, no ISCAC – Coimbra Business School, que contou com a presença de Pedro Machado, secretário de Estado do Turismo, Comércio e Serviços.
Foi mais uma ação de doação, de um total de 32, de acordo com o inspetor-geral, que a ASAE efetuou e que representa mais de 14 mil peças de vestuário. O coronel Luís Lourenço sublinhou, a propósito, o «esforço» que esta entidade faz, designadamente «junto dos tribunais e das marcas», no sentido de “libertar” as peças apreendidas, sejam elas vestuário ou bens alimentares, para proceder à sua distribuição junto de «quem mais precisa». Um processo de solidariedade social que «beneficia quem recebe», mas também toda a sociedade, uma vez que a sua destruição representa custos que, desta forma são obviados, o mesmo acontecendo com o impacto ambiental.
Foram três as instituições beneficiadas: a Santa Casa da Misericórdia de Coimbra, a Cáritas Diocesana de Coimbra e o Estabelecimento Prisional de Braga, representadas pelos respetivos responsáveis, Tiago Mariz, Manuel Antunes e José Machado Soares, que assinaram o documento protocolar e assumiram o compromisso de que estas roupas «não entram no mercado». Trata-se, explicou o inspetor-geral, de «uma imposição legal», que reforçou com um pedido pessoal.
A doação constitui «o momento final do trabalho de muitos inspetores, técnicos e trabalhadores da ASAE», disse, referindo, que o «início», o dia a dia da atividade, é uma intervenção que envolve toda a cadeia, desde a produção, passando pela distribuição, até ao consumidor final, procurando garantir que a legislação é cumprida e os procedimentos respeitados. «A ASAE não tem qualquer interesse que um operador económico esteja em desconformidade», disse, apelando ao cumprimento das boas práticas, desenvolvidas durante o seminário “Alimento que Alimenta a Segurança”, realizado depois da cerimónia de doação.
O coronel lamentou que alguns profissionais do setor aleguem falta de conhecimento, pois a informação está acessível e aproveitou a presença do secretário de Estado para apelar à simplificação de procedimentos, alertando igualmente para o «excesso de legislação».
Pedro Machado destacou a importância do trabalho desenvolvido pela ASAE para o «sucesso do país» e para garantir «um comércio mais justo» e o «desenvolvimento dos territórios» e assumiu a necessidade de dotar esta polícia das necessárias ferramentas, em termos técnicos e de recursos humanos, para desenvolver de forma eficaz a sua atividade. Nesse sentido, reconheceu o sub-financiamento a que a ASAE tem estado sujeita e garantiu que o Orçamento de Estado de 2026 comporta «mais uma cifra», destinada a «mitigar esse subfinanciamento».
O secretário de Estado admitiu que há outras questões em aberto, nomeadamente ao nível da «equiparação de carreiras» e prometeu reunir em breve com os representantes da ASAE para discutir o assunto. Registou, ainda, com agrado, a abertura de um novo curso de inspetores e enalteceu o gesto de «solidariedade», de «responsabilidade» e de «cidadania» que as doações representam.











