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Livro “A minha avó é pequenina” mostra vivência da autora

Informais Instituto de Segurança Social revela que há 18 149 cuidadores informais reconhecidos

«“A minha avó é pequenina” é um hino ao amor». Estas são as palavras de Hernâni Caniço, antigo médico de família de Rita Joana Maia, autora deste livro, que foi um apoio para Rita e a sua família e, por isso, escolhido para apresentar esta obra.

A autora conta que «as primeira reuniões do livro começaram há cerca de 6 anos, tendo existindo muitos entraves, visto que este é um livro infantil para adultos, não existindo mercado para este tipo de publicações». E por isso mesmo, «o grande objetivo do livro passou a ser o de chegar às escolas, passando por vários processos criativos pelo meio», confessa Rita Joana Maia.

A obra presta homenagem ao ato de cuidar, através da história de Adelaidinha, uma mulher que guia o leitor por uma vida de sonhos, desencantos e reconciliações. A autora é cuidadora informal há quase três décadas, partilhando neste livro a sua experiência marcada pela entrega, pela luta dos direitos dos cuidadores e pela resistência perante a ausência de apoio.

Este livro contou com o apoio da Secção Regional do Centro da Ordem dos Médicos. Manuel Teixeira Veríssimo, presidente desta secção, considera esta «uma obra que se debruça num tema sensível e atual». O presidente considera que «é importante que haja cuidadores, porque na Medicina às vezes falta um cuidado mais humanizado».

Livro é baseado na experiência pessoal da autora que se tornou cuidadora informal da sua mãe há 30 anos

Hernâni Caniço atribui a palavra “cuidado” como a palavra-chave da obra. O médico expõe que, segundo dados do Instituto de Segurança Social, «há 18.149 cuidadores informais com estatuto reconhecido». Porém, «apenas 4,3% tem acesso ao descanso, 34,1% estão em sobrecarga intensa e 26,4% em sobrecarga ligeira», acrescenta.

A publicação foi editada pela MinervaCoimbra. Isabel Garcia, diretora da editora, declara que «o ato de cuidar requer entrega, carinho, amor, empatia, dedicação e serviço». Além disso, «ser cuidador é oferecer um refúgio de carinho e atenção nas horas de vulnerabilidade, não sendo algo fácil».

Inês Massano, ilustradora do livro, confessa que «ser cuidador é um papel muito delicado, porque o ato de cuidar não tem idade». Em relação à ilustração do livro, conta ainda que misturou «uma série de técnicas diferentes», sendo a primeira vez que o fez, considerando que «resultou muito bem».

Hernâni Caniço destacou a necessidade de «cuidar dos cuidadores» como «essencial para o sucesso dos cuidados e para manter a capacidade de cuidar». O médico considera que o livro transmite «generosidade, solidariedade, paixão e amor».

Outubro 24, 2025 . 10:20

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