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Clube escolar é o berço de cluster espacial que está a nascer na Lousã

Desde 2017/2018 que o Agrupamento de Escolas da Lousã tem vindo a apostar nas áreas STEM. Clube de Robótica, Laboratório de Educação Digital e constituição da equipa TugaSpace tem permitido a participação em diferentes competições espaciais nacionais e internacionais

Na Lousã, há um pequeno cluster espacial. Um clube escolar, o TugaSpace, a funcionar desde 2021, pela mão do professor de Educação Física, Miguel Ângelo Gaspar, mas apaixonado pelas áreas da Informática e da Eletrónica que quis levar estes conhecimentos aos alunos.

Uma opção que surgiu na sequência da criação do Clube de Robótica a funcionar desde 2017/2018, com o objetivo de «sensibilizar os jovens para estas áreas que, cada vez mais, são cruciais nas sociedades atuais», refere o professor Miguel Ângelo.

Assim, todas as quartas-feiras à tarde, é no espaço do Laboratório de Educação Digital que se junta o grupo de alunos interessados por estas matérias. Foi aí que o Diário de Coimbra encontrou a nova equipa do Clube. O Tiago Liberato (agora no 10.º ano) que, este ano participou, por iniciativa própria, no evento “Astronauta por Um Dia” e que este ano quis integrar o Clube Tuga’s Space. Também o António Patrício e o Pedro Henriques, alunos do 11.º ano, encontram ali um espaço para «conhecer mais sobre um tema que lhes desperta interesse». Já o Vicente Almeida também integra a equipa deste ano do clube, dando continuidade a uma paixão que vem desde pequeno. Agora no 10.º ano, confessa que faz parte do clube desde o 6.º ano e um dia quer ser engenheiro aeroespacial.

Por sua vez, o Afonso Heleno, agora no 11.º ano, é uma presença assídua nas tardes de quarta-feira no Clube. O jovem aluno confessa que «desde os sete ou oito anos ficava fascinado com os vídeos sobre o espaço», até que quando frequentava o 9.º ano, entrou para o Clube de Robótica. Foi aí que

adquiriu as competências necessárias para, juntamente com o colega Tiago Liberato, assumirem o papel de «formadores» na Academia Digital para Pais.

Um grupo de alunos talentosos que se junta a Afonso Teixeira (que participou na competição internacional na NASA. O Afonso frequenta agora o 12.º ano, mas não desiste de «abraçar

este hobby». Para este ano, o grupo já está a trabalhar juntamente com o professor para participarem, mais uma vez, no projeto CanSat, mais precisamente na 13.ª edição. Refira-se que o Agrupamento de Escolas da Lousã participa pela quinta vez neste projeto.

Lançar um satélite

O CanSat é uma competição que desafia os estudantes a criar e lançar um satélite em miniatura. A missão primária do satélite é enviar dados para a Terra que permitam calcular a sua altimetria. Além disso, cada equipa deve desenvolver uma missão secundária inovadora.

Na edição deste ano, a equipa TugaSpace apresentou um projeto de realidade virtual. Com esta tecnologia, seria possível rastrear o CanSat(objeto colaborante), através de realidade aumentada com a criação de óculos de realidade virtual, capazes de apontar para a localização prevista do microssatélite num espaço a 3 dimensões.

Distinções sucessivas

Mas este não foi o primeiro reconhecimento público. No ano letivo 2021/2022, a equipa da Lousã foi a vencedora da 2.ª edição do CanSat Júnior, uma iniciativa da ESERO Portugal, com o apoio da Ciência Viva, ESA e a Agência Espacial Portuguesa.

Na altura, a equipa TugaSpace era composta pelo Afonso Teixeira, Bella Bothman, Cândida Cabecinha, José Eduardo Francisco, Inês Gaspar e Mariana Veríssimo, alunos do 9.º ano. O trabalho desenvolvido exigia «o lançamento de microssatélite do tamanho de uma lata de coca-cola, capaz de medir a pressão atmosférica, temperatura e enviar os dados para

uma estação terrestre». Os alunos tiveram de desenvolver uma boa estrutura do microssatélite, capaz de suportar as forças de um lançamento de foguetão(20G), desenvolver um paraqueda

capaz de garantir uma velocidade de descida dentro dos parâmetros da missão, assegurando uma aterragem em segurança e desenvolver uma antena Yagi-Uda construída com material de fita métrica, capaz de receber os dados do satélite, além da análise dos dados e apresentação de resultados.

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Outubro 22, 2025 . 12:50

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